Após prisão durante protestos, fotógrafa italiana e outros 41 detidos são liberados pelo governo venezuelano
Segundo o Foro Penal, desde 9 de fevereiro foram presas 863 pessoas durante as manifestações
Internacional|Do R7
A fotojornalista italiana Francesca Commissari e 41 manifestantes, presos na noite de sexta-feira (28) após um protesto em Caracas, foram soltos na manhã deste domingo (2) — informaram organizações civis da Venezuela, país sacudido há quase um mês por manifestações de rua que pedem mudanças no governo.
"Graças a todos os meus amigos, ao consulado italiano, ao @ ElNacionalWeb, ao @ sntpvenezuela e ao advogado Nazir el Fakid e o @ foropenalve estou livre", escreveu Commissari em sua conta no Twitter, onde também aparecem imagens suas no momento de sua libertação após uma audiência.
A jornalista deixou o edifício do Tribunal de Justiça, no centro de Caracas, pouco antes das 8h, com "liberdade plena", informou em sua conta Twitter o SNTP (Sindicato Nacional dos Profissionais da Imprensa), que denunciou que a fotógrafa não recebeu de volta seu equipamento.
Estudantes venezuelanos voltam às ruas neste domingo
A entidade culpa a Guarda Nacional pelas prisões na noite de sexta-feira, após uma disputa contra manifestantes que lançaram bombas contra os policiais. O grupo de manifestante foi dispersado com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d'água.
"Em liberdade condicional 42 dos 44 apresentados por prisões", informou, também via Twitter, o advogado da organização Foto Penal, Gonzalo Himiob, que acompanhou de perto os casos das pessoas presas durante os protestos anti-governo vividos na Venezuela há quase um mês.
Segundo uma contagem do Foro Penal, desde 9 de fevereiro foram presas 863 pessoas durante as manifestações. Apesar da maior parte delas já ter sido libertada, cerca de 30 continuam presas.
Durante as manifestações, que começaram no último 4 de fevereiro, 18 pessoas morreram e centenas ficaram feridas.








