Logo R7.com
RecordPlus

Após ser atropelado, prefeito bane bicicletas em centro de cidade turística na Itália; entenda

Medida está prevista para entrar em vigor em setembro

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O prefeito de Como, Alessandro Rapinese, baniu bicicletas no centro histórico após ser atropelado por uma bicicleta elétrica.
  • A decisão visa aumentar a segurança dos pedestres, mas gerou protestos de moradores, ciclistas e comerciantes.
  • Uma petição contra a proibição foi criada e um protesto sobre duas rodas foi anunciado.
  • Além das bicicletas, novas regras para automóveis e veículos de entrega também serão implementadas no centro de Como.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Proibição de bicicletas provocou reação de moradores e ciclistas Reprodução/Unsplash/Babak Habibi

O prefeito de Como, na Itália, Alessandro Rapinese, decidiu banir a circulação de bicicletas convencionais e elétricas em cerca de 30 ruas do centro histórico da cidade.

A medida, prevista para entrar em vigor em setembro, foi anunciada depois de o próprio prefeito ser atingido por uma bicicleta elétrica.


Rapinese foi atropelado ao deixar a sede da prefeitura, em julho. Ele sofreu contusões, mas não precisou ser levado ao hospital. O responsável pela colisão não foi identificado.

Veja Também

Em entrevista à agência italiana Ansa, o prefeito reconheceu que o acidente influenciou sua decisão. Segundo ele, a experiência pessoal mostrou os riscos provocados pela circulação de bicicletas em áreas movimentadas.


Apesar disso, Rapinese afirma que a mudança tem como principal objetivo aumentar a segurança de pedestres no centro histórico. A legislação italiana não estabelece uma diferença, para esse tipo de restrição, entre bicicletas tradicionais e elétricas, motivo pelo qual os dois modelos serão afetados.

A decisão, porém, provocou reação de moradores, ciclistas, comerciantes e políticos. Alguns argumentam que algumas das ruas incluídas na medida estão entre as mais largas do centro e são utilizadas por entregadores para chegar a estabelecimentos comerciais.


Também foi criada uma petição contra a proibição, enquanto um grupo cívico local anunciou um protesto sobre duas rodas. Vincenzo Falanga, da organização Nova Como, acusou a prefeitura de transformar um episódio individual em uma regra que afeta toda a população.

O Partido Democrático de Como também questionou a medida e defendeu que a segurança dos pedestres seja conciliada com a circulação de moradores, trabalhadores e usuários de meios de transporte sustentáveis. Já Paolo Emilio Russo, do Forza Italia, afirmou compreender o acidente sofrido pelo prefeito, mas classificou a proibição como “uma loucura”.


Rapinese, por sua vez, não demonstra intenção de recuar. Ao defender a decisão, ele citou outros acidentes envolvendo bicicletas e pedestres e afirmou que medidas de segurança costumam ser adotadas depois que situações mais graves acontecem.

Além da restrição às bicicletas, o pacote de mudanças no centro de Como inclui regras mais rígidas para automóveis, vans e veículos de entrega. Algumas categorias de veículos precisarão de autorização anual, enquanto o acesso de carros poderá exigir o pagamento de 3 euros (R$ 18,16) por dia.

As novas regras ocorrem em uma cidade que recebe cerca de 1,4 milhão de visitantes por ano. Como fica às margens do Lago de Como e já possui uma Zona de Tráfego Limitado (ZTL). Em 2022, o município também havia proibido o aluguel de patinetes elétricos no centro histórico.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.