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Argelino que confessou atentado terrorista em Lyon é indiciado

Após ferir 14 pessoas com a explosão de um artefato em Lyon, o homem será julgado por tentativa de assassinato, terrorismo e fabricação de explosivos

Internacional|Da EFE

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Câmera de segurança fez imagem do autor do atentado
Câmera de segurança fez imagem do autor do atentado

O argelino Mohammed Hicham M., autor confesso do atentado com um pacote-bomba no último dia 24 em uma rua no centro de Lyon, no leste da França, que causou ferimentos em 14 pessoas, foi preso e indiciado nesta sexta-feira (31).

O argelino, de 24 anos, foi indiciado após comparecer a uma audiência diante de um juiz pelas acusações de tentativa de assassinato com fins terroristas, terrorismo, e fabricação, posse e transporte de explosivos, disseram à Agência Efe fontes da promotoria de Paris.


Durante os interrogatórios, após negar seu envolvimento em um primeiro momento, Mohammed acabou reconhecendo que colocou o pacote-bomba em frente a uma padaria na rua Victor Hugo e acrescentou que tinha jurado lealdade ao grupo terrorista Daesh.

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Diversos elementos de provas recolhidos pelos investigadores o vinculam diretamente com os fatos, a começar por uma "marca" genética que ele havia deixado na bomba.


O jovem, que não possui antecedentes policiais nem judiciais, estava em situação irregular na França, aonde chegou em agosto de 2017 com um visto de turista, tinha sido detido no último dia 27 em Lyon.

Os policiais chegaram até ele após verificarem as imagens das câmeras de segurança na rua.


Em um computador que tinha utilizado até o fim de 2018 e que foi apreendido na residência de seus pais em Oullins, uma cidade nos arredores de Lyon, havia um histórico de buscas que mostravam seu interesse pelo jihadismo e pela atividade do Daesh

Também nessa casa, as forças da ordem encontraram na cozinha uma garrafa de água oxigenada, outra de ácido clorídrico, uma terceira de amoníaco, uma sacola com pilhas e cabos elétricos.


Além disso, nas caçambas de lixo do edifício foram encontrados resquícios de TATP (um explosivo de fabricação caseira), quatro equipamentos de comando à distância, circuitos elétricos, bolas de aço, parafusos e garrafas com acetona e ácido clorídrico, elementos presentes no artefato.

As investigações dos últimos dias permitiram determinar que ele tinha encomendado em um site um lote de 20 pilhas que correspondem com as utilizadas para confeccionar a bomba.

Seus pais e um dos seus irmãos, que tinham sido detidos no mesmo dia que ele, foram liberados ontem sem acusações.

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