Assad pede que Obama escute povo americano e pare de ameaçar a Síria
Internacional|Do R7
Washington, 18 set (EFE).- O presidente sírio, Bashar al Assad, pediu nesta quarta-feira ao líder americano, Barack Obama, que escute a opinião de seu povo e pare de ameaçar a Síria com uma intervenção militar, justificando que seu país não vive uma guerra civil, mas um ataque de militantes da Al Qaeda. "Escute o bom senso de seu povo", aconselhou Assad a Obama durante uma entrevista à rede de televisão americana "Fox News". Assad se referia aparentemente às pesquisas que revelam uma desaprovação da maioria dos americanos perante o plano formulado no mês passado pela Casa Branca para um ataque limitado na Síria, a fim de destruir o arsenal químico do regime. O governo de Obama paralisou esse plano por enquanto com a assinatura de um acordo com a Rússia para pôr esse arsenal sob controle internacional, mas se reserva a possibilidade de atacar unilateralmente a Síria, caso o regime não cumpra o pacto. Assad rejeitou a noção "mal entendida" de que a Síria aceitou entregar suas armas químicas com o único fim de evitar um ataque seletivo de EUA, como mantém o governo americano. "Isto não se trata da ameaça. A Síria nunca obedece a nenhuma ameaça. Respondemos à iniciativa russa por nossas necessidades e por nossa convicção", assegurou. "Portanto tenham ou não (a opção de recorrer a) o capítulo 7 (da Carta da ONU), isto se trata de política entre nações", comentou Assad, em referência à possibilidade de que os EUA invoquem essa cláusula das Nações Unidas para justificar o uso da força contra a Síria. Assad voltou a negar que seu país viva uma guerra civil e garantiu o contrário, que está imerso em "uma nova classe" de guerra à qual se uniram guerrilhas islamitas de mais de 80 países. "Sabemos que temos dezenas de milhares de jihadistas. (...) Entre 80% e 90% dos terroristas clandestinos são da Al Qaeda e seus braços", salientou. Segundo o líder, ao começo da rebelião, em março de 2011, seus oponentes eram rebeldes sírios, mas desde o final de 2012 os extremistas se transformaram em maioria nesse grupo. Alegou que a razão principal pela qual morreram "dezenas de milhares de sírios" foram "os ataques terroristas, os assassinatos e os atentados suicidas" realizados por esses extremistas. EFE llb/rsd












