Internacional Assassinato de Moise foi planejado na R. Dominicana, diz polícia

Assassinato de Moise foi planejado na R. Dominicana, diz polícia

Em foto que viralizou nas redes sociais é possível ver suspeitos em reunião em um hotel de São Domingo

AFP
Suspeitos de planejar assassinato de presidente se encontraram em hotel

Suspeitos de planejar assassinato de presidente se encontraram em hotel

Jean Marc Hervé Abélard / EFE - 8.7.2021

O assassinato do presidente haitiano Jovenel Moise por um comando armado em 7 de julho foi planejado na vizinha República Dominicana, disse na quarta-feira (14) à noite o chefe da polícia do Haiti.

Em uma foto que viralizou nas redes sociais, é possível ver duas pessoas - entre os suspeitos depois detidos pela polícia - e o ex-senador Joel John Joseph - alvo de uma ordem de prisão - participando lado a lado em uma reunião.

Segundo o diretor-geral da polícia haitiana, Léon Charles, as pessoas na foto estavam planejando o assassinato do presidente Moise na República Dominicana.

"Estavam reunidos em um hotel de Santo Domingo. Ao redor da mesa estão os autores intelectuais, um grupo de recrutamento técnico e um grupo de arrecadação de fundos", disse Charles à imprensa.

"Algumas das pessoas na foto já foram detidas. É o caso do médico Christian Emmanuel Sanon e de James Solages. Este último coordenou com a empresa de segurança venezuelana CTU, com sede em Miami", acrescentou.

Na imagem também aparece Antonio Emmanuel Intriago Valera, responsável do CTU, assim como o chefe da empresa Worldwide Capital Lending Group, Walter Veintemilla, empresa alvo de investigação porque "teria arrecadado fundos para financiar" o assassinato, disse Charles.

"Havia um grupo de quatro (mercenários) que já estavam no país. Os outros chegaram em 6 de junho. Passaram pela República Dominicana. Nós rastreamos o cartão de crédito que foi usado para comprar as passagens", afirmou.

Até o momento, 21 pessoas foram detidas, incluindo 18 colombianos e 3 haitianos, dois deles também com nacionalidade americana. Três colombianos foram mortos pela polícia posteriormente.

"São ex-soldados das forças especiais da Colômbia. São especialistas, criminosos. Esta é uma operação bem planejada", afirmou o chefe policial.

Em meio à investigação, quatro agentes de segurança do presidente foram isolados e outros 24 estão submetidos a medidas cautelares, disse Charles.

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