Associação acusa a polícia por estupro de quatro professoras durante protesto no México
Manifestantes exigiam justiça pelo desaparecimento dos 43 jovens na cidade de Guerrero
Internacional|Do R7

Após o violento enfrentamento entre professores e policiais, durante uma manifestação em Acapulco, a comissão política da CETEG (Coordenação Estatal dos profissionais da Educação em Guerrero) denunciou a Polícia Nacional o estupro de quatro manifestantes.
Em entrevista a rádio local, Ciro Gomez Leyva, membro da comissão afirmou que no momento das detenções que ocorreram durante o protesto, os policiais aproveitaram para estuprar quatro professoras.
— Quatro professoras denunciaram estupro e uma delas ainda está no hospital.
Segundo o testemunho das vítimas, os policiais prenderam as mulheres e as obrigaram a entrar em um veículo. Depois as levaram para um local escuro e lá abusaram sexualmente delas.
Milhares marcham no México em apoio às famílias dos 43 desaparecidos
Além dos abusos sexuais, Gomez também acusou a polícia pelo desaparecimento de doze professores e a morte de Claudio Castillo Penha, manifestante de 65 anos.
— A polícia diz que ele foi atropelado, mas a gente tem imagens e vídeos que provam que eles o tiraram do veículo e bateram nele até mata-lo. Temos também fotografias do corpo dele com hematomas.
O representante da Polícia Federal, Enrique Galindo, negou as acusações de estupros e afirmou que nenhuma mulher foi detida durante a operação.
— É tudo mentira. A polícia não deteve nenhuma mulher e não houve nenhum estupro. A operação foi rápida, eles detiveram alguns professores durante 8 ou 10 minutos. Impossível ter acontecido uma ação dessas.
A CETEG afirmou que vai procurar justiça pelos abusos cometidos.
Os professores protestaram em Acapulco exigindo justiça pelos 43 jovens desaparecidos em Guerrero e também pelas condições ruins dos salários. Cerca de 90 mil professores ainda não receberam pagamento.









