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Ataque cibernético afeta dados de 4 milhões de funcionários dos EUA

Internacional|Do R7

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(Atualiza com novos dados). Washington, 4 jun (EFE).- A informação de até quatro milhões de funcionários federais americanos teria sido comprometida por um ataque cibernético em massa, que pode ter sido obra de hackers chineses, segundo informaram nesta quinta-feira as autoridades dos Estados Unidos. Os ataques ocorreram em dezembro do ano passado, mas não foram detectados até este mês de abril, detalhou hoje em comunicado o Escritório de Gestão de Pessoal (OPM) do governo americano, que esteve trabalhando com o FBI (polícia federal americana) na investigação. "Por causa do incidente, o OPM enviará avisos a aproximadamente quatro milhões de indivíduos cuja informação pode ter sido comprometida", explicou a agência, que emite e maneja as autorizações pessoais de acesso para os funcionários dos EUA. Funcionários americanos explicaram ao jornal "The Washington Post" que suspeitam que os ataques foram realizados por hackers chineses. Esse ataque cibernético pode ser o maior roubo de informação estatal já cometido contra os Estados Unidos. "É alarmante saber que hackers podem ter informação pessoal sensível de um grande número de funcionários. Ainda é mais alarmante que este seja só o último de uma série de ataques ao OPM", declarou o presidente do comitê de Segurança Nacional do Senado, o republicano Ron Johnson. No último dia 8 de maio, os Estados Unidos pediram à China que investigasse supostos ataques cibernéticos contra empresas e interesses do país americano por meio de uma nova ferramenta chamada "The Great Cannon". Um mês antes, em 1º de abril, o presidente Barack Obama criou por decreto um regime de sanções que serão aplicadas a indivíduos ou entidades estrangeiras responsáveis por ataques cibernéticos ou ciberespionagem, o que uniu-se a outras medidas para proteger o país dos hackers anunciadas nos últimos meses. As ameaças cibernéticas são "um dos mais graves desafios à segurança nacional e à economia dos Estados Unidos", ressaltou Obama na ocasião. Além do OPM, empresas privadas dos EUA como Sony e o próprio Pentágono também foram vítimas de ataques de hackers estrangeiros durante os últimos meses. EFE jmr/rsd

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