Ataque talibã contra escritórios estrangeiros em Cabul deixa 5 mortos
Internacional|Do R7
(atualiza com outras informações). Cabul, 29 nov (EFE). - Ao todo, cinco pessoas, sendo três talibãs, um civil afegão e um cidadão que ainda não teve a nacionalidade revelada, morreram em um ataque cometido por esse movimento fundamentalista islâmico neste sábado contra ONG em Cabul, o terceiro contra alvos ocidentais na capital do Afeganistão nos três últimos dias, informou à Agência Efe o porta-voz do Ministério do Interior, Sediq Sediqqi. O fato aconteceu durante a tarde depois de várias explosões e de que insurgentes entrassem em um edifício na área de Kartise, no sudoeste da capital e a 200 metros do parlamento afegão, disse o porta-voz do órgão. "Dois funcionários dos escritórios morreram e outros seis foram resgatados pelas forças de segurança", afirmou Sediqqi, que acrescentou que um policial ficou ferido no ataque, que durou quatro horas. Ainda conforme o porta-voz, dois criminosos foram mortos pelas forças de segurança e um terceiro detonou os explosivos que levava. O porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, por sua vez, reivindicou o ataque em comunicado, e afirmou que o edifício é um centro de proselitismo cristão e inteligência. Segundo ele, no interior do prédio havia um grande número de religiosos, embora os insurgentes tenha o costume oferecer, propositalmente, dados errôneos sobre suas ações. Trata-se do terceiro ataque contra estrangeiros na capital afegã nos últimos dias. Na quinta-feira, um suicida detonou uma carga explosiva perto de um automóvel da embaixada do Reino Unido. No atentado quatro afegãos e um britânico funcionário do órgão morreram. Nesse mesmo dia pela tarde, pelo menos três insurgentes morreram e um estrangeiro ficou ferido em um ataque contra uma ONG em Cabul. Os ataques contra alvos ocidentais tinham diminuído recentemente, após um aumento no início do ano com a morte de 21 pessoas, entre elas 13 estrangeiros, em um atentado contra um restaurante frequentado por não locais no centro de Cabul. Em março, 13 pessoas morreram, entre elas duas crianças, quatro mulheres e vários estrangeiros, em um ataque contra o Hotel Serena de Cabul, um dos mais protegidos da capital afegã e frequentado por cidadãos de outros países. Em uma das piores massacres desse ano, 61 civis morreram em um atentado suicida durante uma partida de vôlei no leste do país no fim de semana passado. O Afeganistão atravessa um de seus períodos mais sangrentas depois que no ano passado as forças nacionais se tornaram responsáveis pela segurança, após a retirada paulatina das forças da Otan (Isaf), que terminará no fim deste ano. No entanto, a organização anunciou que manterá no país 2.700 militares instrutores a partir de 2015, enquanto que os Estados Unidos deixarão 9.800 soldados até 2024. EFE bks-jlr/cdr










