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Ataques deixam 225 mortos em uma semana no Congo

Pelo menos 140 corpos foram achados no domingo em uma floresta próxima ao povoado de Tché. Grupo armado em formação teria feito os ataques

Internacional|Da EFE

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Monusco foi informada dos ataques pela sociedade civil
Monusco foi informada dos ataques pela sociedade civil

Os ataques de um novo grupo armado na região de Djugu, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), deixaram mais de 225 mortos em uma semana, segundo confirmaram à Agência Efe fontes do exército e da sociedade civil.

Pelo menos 140 corpos foram achados no domingo em uma floresta próxima ao povoado de Tché, na província de Ituri, dias depois que homens atacaram com fuzis e armas brancas este local, segundo informou à Agência Efe o porta-voz das Forças Armadas (FARDC), Jules Ngongo.


"Os autores pertenciam ao grupo armado liderado por Ndjolo, que está em formação. Se dedicam a atacar as populações de Djugu e Mahagi (territórios de Ituri)", explicou Ngongo, que afirmou que as FARDC trabalham para desmantelá-lo e neutralizá-lo.

Esses corpos se somam a outros 21 achados no sábado e mais 65 entre terça e quinta-feira, dias nos quais ocorreram mais ataques, segundo disse o líder da Sociedade Civil de Bahema Nord, Charité Banza Bavi, à "Rádio Okapi", filiada à missão da ONU na RDC (Monusco).


Na província de Ituri, particularmente nas margens do Lago Alberto, são frequentes os ataques intercomunitários entre pastores da tribo hema e agricultores da etnia lendu, por conflitos de terras.

Este novo grupo armado, segundo as Forças Armadas, é próximo à comunidade lendu.

A Monusco assegurou ter sido informada sobre o incidente através da sociedade civil, mas seu porta-voz, Florence Machal, disse à Agência Efe que não tem mais detalhes sobre o ocorrido, apesar de contar com equipes no terreno. 

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