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Atirador de Munique planejou ataques por um ano

Jovem comprou a arma utilizada na ação na "dark net"

Internacional|Do R7

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Ali David Sonboly, 18 anos, era alemão e tinha problemas na escola
Ali David Sonboly, 18 anos, era alemão e tinha problemas na escola

O atirador alemão de 18 anos que matou nove pessoas em Munique, na última sexta-feira (22), começou a planejar o ataque há um ano, depois de visitar o local de um ataque a uma escola, em 2009, onde 15 pessoas foram mortas, afirmou um oficial do governo do estado da Bavária neste domingo (24).

Robert Heimberger, presidente do Escritório de Segurança da Bavária, informou que material encontrado na casa do atirador mostrou que o jovem era aficcionado por vídeos de crimes violentos e comprou sua arma — uma pistola Glock 17 em desuso e recuperada posteriormente — comprada no que é chamado de "dark net", uma área da internet acessível apenas com softwares especiais.


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Heimberger disse ainda que os pais do atirados ainda estavam em choque e não puderam ser entrevistados.

Um oficial da promotoria alemã afirmou que as vítimas do atirador não incluem nenhum colega do jovem.


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O atirador, nomeado pela imprensa alemã como Ali David Sonboly, abriu fogo perto de um movimentado shopping center na sexta-feira à noite, matando nove pessoas e ferindo mais 35, antes de virar a arma contra si mesmo quando a polícia se aproximou.

O tiroteio de Munique foi o terceiro ato de violência contra civis na Europa Ocidental — e o segundo no sul da Alemanha - em oito dias. Autoridades disseram que não há sinal de qualquer relação deste caso a grupos extremistas islâmicos.

Porte de arma

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maiziere, disse em entrevista ao Bild am Sonntag que pretendia rever as leis alemãs de armamento após o ataque e buscar melhorias quando necessário.

De acordo com ele, as leis alemãs de armamento já são rigorosas e adequadas e foram fundamentais para entender como o atirador obteve acesso à pistola usada. "Então, temos que avaliar com muito cuidado se e onde são necessárias novas alterações legais", disse ele em uma entrevista publicada neste domingo.

Mayer e Maiziere também citaram o atual debate na União Europeia sobre um pacote de reformas que visa apertar o controle de armas no bloco e tornar mais fácil rastrear a origem das armas compradas legalmente.

As mudanças propostas, que ainda devem ser aprovadas pelos Estados-Membros da UE, também definiriam regras mais rigorosas para tirar de circulação armas ativas e, depois de desativá-las, torná-las disponíveis para a venda como decoração.

Os Estados-Membros têm critérios diferentes para o que constitui ou não uma arma desativada, uma brecha legal explorada por criminosos para importar armas modificadas superficialmente para aparentar não funcionar.

A Glock 17 usada pelo atirador de Munique, que a polícia disse ter o número de série arquivado, era uma arma "reativada" da Eslováquia, informou neste domingo o jornal Sueddeutsche Zeitung, citando fontes policiais. De acordo com o jornal, Sonboly obteve a arma pela internet.

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