Atirador tinha políticos como alvo, diz procurador
Internacional|Do R7
(Corrige título) Roma, 28 abr (EFE).- O homem que fez vários disparos em frente à sede do Governo italiano e feriu três pessoas "tinha como alvo os políticos, não era um louco", disse o procurador de Roma, Pierfilippo Laviani. "É um homem cheio de problemas que perdeu o trabalho, tinha perdido tudo, teve que retornar com sua família. Estava desesperado", acrescentou. "Em geral queria atirar nos políticos, mas visto que não podia alcançá-los, disparou contra os policiais", afirmou o procurador após escutar Luigi Prieti, de 46 anos e autor do ataque. Laviani explicou que a arma utilizada era de procedência ilícita e que o homem "confessou tudo e não parece uma pessoa desequilibrada". O procurador visitou o hospital de São Giovanni, onde Prieti, que ficou ferido na cabeça ao ser rendido pelos policiais, está internado. O tiroteio, ocorrido em frente à sede do Governo italiano, aconteceu ao mesmo tempo em que Enrico Letta jurava seu cargo como novo primeiro-ministro em um edifício próximo, e deixou feridos dois policiais e uma mulher que passava pela região. A cerimônia foi realizada na sede da chefia do Estado, conhecida como palácio do Quirinale, e que fica a cerca de 500 metros do lugar do incidente. Um dos policiais ficou ferido no pescoço e outro na perna, mas não correm risco de morrer, assim como a mulher, que está grávida e foi atingida de raspão por um dos projéteis. Segundo a polícia, o autor dos disparos ficou diante da sede do governo e, sem dizer qualquer palavra, disparou cinco vezes contra os policiais, para depois tentar fugir. Segundo o ministro do Interior, Angelino Alfano, o autor dos disparos tentou se suicidar, mas não conseguiu por ter ficado sem munição. O diretor da UTI (unidade de terapia intensiva) do hospital Umberto I de Roma, Claudio Modini, declarou que Giuseppe Giangrande, o policial atingido no pescoço, passa por exames para saber se o disparo afetou sua coluna vertebral. O militar foi submetido a uma pequena cirurgia para a remoção e extração da bala, de acordo com Modini. EFE cps/id











