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Ativistas anti-Brexit comemoram adiamento de decisão de tribunal 

Medida pode obrigar o premiê do Reino Unido, Boris Johnson, a pedir nova data para o Brexit se não fechar um acordo dentro de 10 dias

Internacional|Do R7

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Protesto contra o Brexit do lado de fora da Comissão Europeia em Bruxelas
Protesto contra o Brexit do lado de fora da Comissão Europeia em Bruxelas

Ativistas contrários à separação britânica da União Europeia clamaram vitória depois que o principal tribunal da Escócia decidiu, nesta quarta-feira (9), adiar a análise de uma ação que pode obrigar o premiê do Reino Unido, Boris Johnson, a pedir um adiamento do Brexit se não fechar um acordo dentro de 10 dias.

No mês passado, uma aliança de parlamentares rebeldes do Partido Conservador, de Johnson, e da oposição aprovaram uma legislação, conhecida como Lei Benn, que obriga o premiê a pedir um adiamento do Brexit se não houver um pacto com a UE até 19 de outubro.

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As chances de conseguir qualquer acordo com a UE até a semana que vem parecem escassas no momento. O premiê irlandês, Leo Varadkar, disse que ainda existem grandes diferenças entre os dois lados.

Johnson disse que seu país deixará o bloco no prazo de 31 de outubro e que preferia estar "morto em uma vala" do que pedir uma nova prorrogação.

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Nesta semana, ativistas anti-Brexit pediram ao Tribunal de Sessão escocês para emitir uma ordem dizendo que Johnson precisa acatar a Lei Benn e a enviar uma carta à UE em seu nome se ele se recusar a fazê-lo por conta própria, usando um poder conhecido como "nobile officium".

A corte disse que normalmente teria rejeitado a contestação, mas que preferiu adiar a análise do caso até 21 de outubro, data posterior àquela em que Johnson terá tido que pedir uma prorrogação se nenhum acordo de saída tiver sido acertado.

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"Está claro que haverá mudanças nas circunstâncias ao longo dos próximos 10 dias", disseram os três juízes do tribunal em seu parecer.

"Por estas razões, a corte continua a análise da moção de reivindicação e a petição para o 'nobile officium' até segunda-feira, 21 de outubro, altura em que a posição deve estar significativamente mais clara. Nesta ocasião, a corte espera ser abordada sobre os fatos tal como eles se apresentam".

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Advogados do governo haviam dito à corte que Johnson reconheceu que precisa cumprir as exigências da Lei Benn, embora publicamente tenha rejeitado pedir mais um adiamento.

"Obtivemos dele a promessa de que obedecerá a lei", disse Jo Maugham, advogado tributarista e uma das pessoas por trás do caso escocês.

"Se ele quebrar essa promessa, terá que encarar a realidade -- incluindo possíveis moções de rejeição. E as cortes provavelmente cobrarão qualquer falha de sua parte, inclusive sancionar a carta da Lei Benn".

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