Ativistas denunciam ataque químico em Damasco, mas governo nega acusação
Internacional|Do R7
Cairo, 21 ago (EFE).- O Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, denunciou nesta quarta-feira que dezenas de pessoas, entre elas menores, morreram em um suposto ataque químico em várias regiões da periferia de Damasco, uma acusação que, poucas horas depois, o regime de Bashar al Assad fez questão de negar. O grupo, que conta com uma ampla rede de ativistas no país em conflito, assinalou que o Exército sírio lançou na última madrugada gases tóxicos nas regiões de Al Guta e Muadamiya al Sham, uma operação que causou dezenas de mortos e deixou centenas de feridos. Algumas organizações opositoras como os Comitês de Coordenação Local e a Comissão Geral da Revolução Síria elevam o número de vítimas mortais a centenas em consequência desses ataques. O Observatório acrescentou que Al Guta também foi bombardeada por aviões militares, sendo que estes teriam sido os ataques aéreos mais intensos na região desde o início do conflito em março de 2011. O grupo pediu à missão da ONU que investiga o suposto uso de armas químicas em território sírio visitar os distritos de Damasco, principalmente os citados. Após vários adiamentos, a equipe internacional de analistas chegou ao país no último dia 18. A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), a principal aliança opositora, denunciou que o regime restringe os movimentos da missão da ONU, o que poderá afetar o resultado do estudo em questão. No entanto, por outro lado, o governo sírio negou o ataque citado, enquanto a agência de notícias oficial síria "Sana", que cita uma "fonte de informação", qualificou essa notícia como "falsa" e "sem fundamento". A fonte ainda destacou que os dados divulgados em canais de televisão como "Al Jazeera", "Al Arabiya" e "Sky News", entre outras emissoras, apoiam o terrorismo e, neste caso, o objetivo é distrair a missão da ONU e seus trabalhos. EFE mf-ssa/fk










