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Áustria anuncia fim gradual de via livre na fronteira com Hungria

Internacional|Do R7

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Viena, 6 set (EFE).- A Áustria anunciou neste domingo que gradualmente voltará a controlar os refugiados que querem atravessar sua fronteira com a Hungria, o que significa que após dois dias encerraria a via livre em direção a Alemanha. "Passo a passo, devemos voltar de uma medida de emergência a uma normalidade que esteja de acordo com a lei e digna para as pessoas", assinalou em comunicado o chanceler federal austríaco, Werner Faymann, após falar com a chanceler alemã, Angela Merkel, mas sem detalhar quando começarão os controles. "Sempre dissemos que se trata de uma situação de emergência em que temos que atuar rapidamente e humanamente. Ajudamos a mais de 12 mil pessoas em uma situação iminente", explicou Faymann. O chanceler austríaco conversou também com o primeiro- ministro da Hungria, Viktor Orbán, indicou o comunicado. Uma porta-voz da chancelaria explicou à agência de notícias "APA" que este anúncio significa que a polícia voltará a controlar de forma aleatória os imigrantes que atravessam a fronteira. De acordo com a legislação comunitária, os imigrantes ou refugiados devem pedir asilo no país de entrada na União Europeia (UE) e só podem se movimentar livremente pelo espaço Schengen se tiverem papéis e permissões para isso. Faymann explicou que a Áustria e a Alemanha assumirão um papel determinante em nível europeu para que os países da UE garantam juntos a segurança das fronteiras externas do bloco comunitário. Além disso, Alemanha e Áustria querem uma distribuição justa dos asilados entre os membros da UE. "A UE está diante de seu maior desafio. Na realidade ainda deve ganhar o prêmio Nobel da paz", concluiu Faymann em referência ao prêmio que a União Europeia recebeu em 2012. O Ministério do Interior austríaco informou hoje que até agora passaram já passaram 14 mil pessoas da Hungria à Áustria desde que os governos de Viena e Berlim anunciaram, na sexta-feira à noite, que permitiriam sem controles a entrada de refugiados. EFE jk/cd

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