Autoridades ucranianas libertam último opositor detido nas manifestações
Internacional|Do R7
Kiev, 14 fev (EFE).- As autoridades ucranianas libertaram o último dos 234 opositores detidos durante as grandes manifestações registradas na Ucrânia há quase três meses, informou nesta sexta-feira a Procuradoria Geral do país. No entanto, os processos penais e administrativos contra a maioria dos manifestantes libertados seguirão adiante até que a oposição cumpra as condições da lei de anistia aprovada pelo Parlamento no final de janeiro. "Se cumprirem as condições, como a liberação dos edifícios bloqueados e das vias públicas para o transporte, as procuradorias e os tribunais poderão iniciar o arquivamento dos processos penais já a partir da próxima semana (18 de fevereiro). Todos os casos serão encerrados", declarou o procurador-geral da Ucrânia, Viktor Pshonka, em entrevista coletiva. Os três partidos da oposição e várias organizações radicais rejeitam esta anistia, aprovada pela maioria governista, e também se negam a deixar os edifícios públicos invadidos desde o início dos protestos em novembro do ano passado, entre eles o da Prefeitura de Kiev. Neste contexto, o líder opositor Vitali Kovalchuk, vice-presidente do grupo parlamentar do partido UDAR, advertiu hoje o governista partido das Regiões que uma eventual candidatura à presidência do governo será rejeitada por toda a oposição. "Se o partido das Regiões e o presidente (Viktor Yanukovich) propõem sua candidatura (...), será um sinal que não estão prontos para resolver a crise política", disse o ex-boxeador opositor Vitali Klitschko. No entanto, em janeiro, depois que os manifestantes opositores voltaram às ruas de Kiev e que o governo liderado por Mikola Azarov renunciou, Yanukovich ofereceu o Executivo a Arseni Yatseniuk - líder do principal partido opositor, Batkivshina. A vice-presidência primeira deste governo também foi oferecida ao próprio Klistchko, mas ambos os opositores rejeitaram a oferta do presidente ucraniano. A atual crise na Ucrânia foi iniciada ainda no final de novembro do último ano, depois que Yanukovich adiasse a assinatura do Acordo de Associação negociado com a União Europeia. Dois meses mais tarde, com o centro de Kiev tomado permanentemente por milhares de manifestantes opositores, o governo aprovou um pacote de leis repressivas, o qual foi respondido com violência pelos manifestantes mais radicais, que enfrentavam os homens da polícia antidistúrbios. Seis pessoas morreram nos confrontos e centenas ficaram feridas, enquanto um processo de negociações entre as autoridades e a oposição resultou a renúncia do governo do primeiro-ministro Nikolai Azarov e a revogação das polêmicas leis. EFE bk-aep/fk














