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Ban pede que "impacto" das medidas de represália à Síria seja considerado

Internacional|Do R7

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Nações Unidas, 3 set (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta terça-feira que os países considerem o "impacto" que podem ter as medidas de punição pelo possível uso de armas químicas na Síria, em um esforço para facilitar uma solução e evitar a extensão do conflito. "O conflito da Síria e por toda a região não interessa a ninguém", afirmou Ban em entrevista à imprensa, na qual voltou a pedir a convocação "o mais rápido possível" da Conferência de Genebra para tentar buscar uma solução ao conflito, que dura mais de dois anos e meio. No meio do debate nos Estados Unidos e na França sobre um ataque em represália ao regime sírio, que consideram responsável pelo ataque químico do último dia 21 de agosto, Ban insistiu que "devemos evitar uma maior militarização do conflito e revitalizar a busca de um acordo político". O secretário-geral está ciente "dos argumentos a favor da ação para prevenir o uso de armas químicas no futuro, mas ao mesmo tempo devemos considerar o impacto de qualquer medida punitiva nos esforços para evitar mais derramamento de sangue e facilitar uma solução política". Ban reforçou também que a responsabilidade principal cai no Conselho de Segurança, e pediu que os membros permanentes do principal órgão de decisão da ONU "se unam e tomem as medidas adequadas" caso se confirme o uso de armas químicas na Síria. "O Conselho de Segurança tem o dever de trabalhar além do atual beco sem saída e demonstrar liderança", já que o uso deste tipo de armamento tem uma dimensão "maior" que o conflito da Síria e implica "um dever para a humanidade", acrescentou. "É imperativo pôr fim a esta guerra", ressaltou o secretário-geral, que também afirmou que abordará a questão com os líderes que estarão na cúpula do G20 desta semana em São Petersburgo, na Rússia, na busca de soluções para esta "tragédia" que já deixou mais de dois milhões de refugiados e 4,2 milhões de deslocados internos. Por outro lado, Ban elogiou o trabalho da missão de especialistas que estudou a região de Guta, na periferia de Damasco, onde aconteceu o suposto ataque químico. Todas as mostras biomédicas e ambientais tomadas na Síria chegarão amanhã nos laboratórios para análise. "Peço que sejam dadas à missão todas as oportunidades para cumprir sua tarefa", acrescentou o secretário-geral, em uma nova chamada para que deixem os especialistas trabalhar em paz para não pôr em risco toda a investigação. Sem dizer datas sobre quando poderiam estar prontos, Ban insistiu que, caso se confirme o uso de armas químicas, se trataria de "uma violação do direito internacional e um horrendo crime de guerra. Os autores devem ser levados à Justiça, não pode haver impunidade". EFE rcf/cd/rsd

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