Logo R7.com
RecordPlus

Bangladesh criará tribunais especiais para combater o tráfico de pessoas

Internacional|Do R7

  • Google News

Daca, 27 mai (EFE).- O governo de Bangladesh anunciou nesta quarta-feira que criará tribunais especiais em todas as divisões administrativas do país para combater o tráfico de seres humanos, em meio a uma crise regional de imigração no Sudeste Asiático e de detenção de cinco novos traficantes locais. O ministro de Justiça, Anisul Huq, explicou em entrevista à imprensa local que os tribunais terão sua sede nas sete capitais provinciais, segundo o portal "Bdnews24". "Poderia ser que as vítimas não obtivessem justiça se os jugalmentos fossem realizados nos mesmos distritos em que foram cometidos os crimes", afirmou o ministro, argumentando o porquê de instaurar estes tribunais nas principais divisões administrativas e não em localidades de menor importância. As declarações de Huq ocorrem depois que no domingo a primeira-ministra, Sheikh Hasina, pediu o castigo também aos imigrantes que abandonam Bangladesh de maneira ilegal, além de para os traficantes que os captam em suas redes. Enquanto isso, as forças de ordem detiveram hoje cinco traficantes relacionados com o fluxo migratório rumo ao Sudeste Asiático em operações nos distritos setentrional de Sadar e meridional de Cox's Bazar, segundo fontes policiais citadas pelo jornal "The Daily Star". Cerca de 3 mil imigrantes da minoria rohingyas que fogem da perseguição em Mianmar e cidadãos de Bangladesh que escapam da pobreza em seu país desembarcaram nas últimas duas semanas na Indonésia, Malásia e Tailândia. As autoridades de Bangladesh aumentaram a pressão sobre os traficantes de pessoas no começo da crise. Apesar disso, organizações como Human Rights Watch (HRW) denunciaram que as redes atuam com a cumplicidade de funcionários, governantes e forças de segurança locais. Em comunicado emitido hoje, o diretor para a Ásia da HRW, Brad Adams, pediu a Daca que deixe de perseguir também os rohingyas, uma comunidade que conta com dezenas de milhares de membros no país, a maioria sem status de refugiado e sem acesso ao mercado de trabalho, justiça e educação regular. EFE igb/ff

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.