Blair pede intervenção no Iraque e nega que crise seja fruto da invasão
Internacional|Do R7
Paris, 19 jun (EFE).- O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair está pedindo uma nova intervenção ocidental no Iraque para deter o avanço dos grupos islamitas, e negou que a atual situação do país esteja ligada à invasão do que o Reino Unido promoveu em 2003 com os Estados Unidos. "Temos que abandonar essa ideia de que 'nós' provocamos essa situação", defende o ex-primeiro-ministro britânico em artigo publicado nesta quinta-feira pelo jornal francês "Le Monde". No texto, Blair afirma que a origem da crise "tem suas raízes na região, e não fora dela". Blair diz que o falecido ditador iraquiano Saddam Hussein "se desfez das armas químicas" antes da invasão, mas que manteve "a experiência e a capacidade de voltar a produzi-las". O político acrescenta também que se não fosse derrubado pelas potências ocidentais, Hussein teria caído em 2011 na onda de revoltas que atingiu os países árabes, o que poderia ter criado um conflito mais sangrento entre sunitas e xiitas. O ex-chefe do governo britânico pede que seja seguido o exemplo do Iraque para resolver outras crises atuais, como a da Síria, antes que seja tarde demais. "Não é razoável para o Ocidente adotar uma política de indiferença porque, gostemos ou não, trata-se de um problema que nos concerne", afirma. Blair defende que é preciso intervir, tanto no Iraque como na Síria, com apoio à oposição ao regime de Bashar al Assad, e disse que "quanto mais se demorar a agir as medidas que será necessário adotar serão ainda mais violentas". Mais globalmente, o ex-primeiro-ministro britânico pede um "projeto global para o Oriente Médio e um plano para combater o extremismo planetário que gera". EFE lmpg/tr











