Logo R7.com
RecordPlus

Boko Haram reivindica sequestro de mais de 200 meninas na Nigéria

Internacional|Do R7

  • Google News

Lagos, 5 mai (EFE).- A milícia radical islâmica Boko Haram reivindicou nesta segunda-feira a autoria do sequestro de mais de 200 meninas cometido em 14 de abril em uma escola em Chibok, no noroeste da Nigéria. "Eu sou quem as sequestrou", disse o líder do grupo armado, Abubakar Shekau, em um vídeo divulgado hoje a um reduzido grupo de jornalistas. O radical afirmou ainda que "em breve" haverá mais ataques. A milícia admitiu a autoria do sequestro um dia depois do presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, reconhecer em entrevista que o governo federal desconhecia o paradeiro das estudantes raptadas. Além disso, o presidente revelou que nenhum grupo tinha se responsabilizado pelo ataque, por isso o governo não estava negociando com o Boko Haram nem com outro grupo a libertação das meninas, de maioria cristã. Desde que as estudantes foram sequestradas, ocorreram manifestações no país de familiares, intelectuais e cidadãos exigindo uma resposta mais contundente por parte do governo. A polícia prendeu hoje em Abuja, capital da Nigéria, uma das manifestantes, Naomi Mutah Nyadar. "Achamos que há uma conexão com os protestos que ela lidera", disse aos jornalistas seu advogado, Samuel Ogala. Existe a suspeita de que ela foi presa para frear os protestos diante da iminente realização do Fórum Econômico Mundial da África, que entre 7 e 9 de maio reunirá economistas, políticos e filantropos em Abuja. Enquanto isso, segue sem estar claro o número de meninas sequestradas e liberadas devido à publicação de informações contraditórias por parte da polícia, exército e os próprios pais. Além disso, há rumores de abusos cometidos pelos sequestradores, já que uma das meninas raptadas que conseguiu escapar relatou que as reféns mais jovens sofriam até 15 estupros por dia e que ela mesma tinha sido entregue como esposa a um dos líderes da seita. Boko Haram, que significa em língua local "a educação não islâmica é pecado", luta para impor a "sharia" (lei islâmica) na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul. Desde que a polícia matou em 2009 o líder da seita, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que deixou mais de três mil mortos. EFE as-da/dk

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.