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Bolívia acusa Piñera de usar reivindicação boliviana com fins eleitorais

Internacional|Do R7

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La Paz, 2 abr (EFE).- O governo da Bolívia acusou nesta terça-feira o presidente chileno, Sebastián Piñera, de querer usar eleitoralmente a reivindicação boliviana de uma saída para o mar e refutou a afirmação do mesmo de que o Chile é um país pacífico. O ministro da Defesa boliviano, Ruben Saavedra, disse hoje em entrevista coletiva que a reunião de Piñera ontem com os líderes políticos de seu país para analisar a reivindicação legal anunciada pela Bolívia, "foi um encontro fundamentalmente com fins eleitorais". O presidente do Chile anunciou ontem, após a reunião com representantes políticos de seu país, que seu governo defenderá "com firmeza" a soberania nacional diante da possibilidade de a Bolívia apresentar sua reivindicação na Corte Internacional de Justiça em Haia. Piñera também disse que o Chile "é um país pacífico" que procura a melhor relação com todas as nações do mundo e, muito especialmente, com seus vizinhos. O presidente Evo Morales anunciou no dia 23 de março que uma missão boliviana apresentará um requerimento no tribunal internacional para reivindicar a restituição da saída para o oceano Pacífico, perdida em uma guerra no final do século XIX. Saavedra rebateu que o Chile seja uma nação pacífica, pois o Instituto de Pesquisas pela Paz de Estocolmo assinala que "o país gasta US$ 9 bilhões anuais em matéria militar". Acrescentou que o Centro de Estudos Estratégicos da União de Nações Sul-americanas (Unasul) afirmou que a despesa por habitante no Chile para assuntos militares é a mais alta da região. O Chile também instalou mais de 180 mil minas terrestres nas fronteiras com Argentina, Bolívia e Peru e só desativou 25% dos artefatos até 2012, ano em que acabava o prazo estabelecido internacionalmente para isso, denunciou Saavedra. "Esses números desmentem de maneira eloquente que o Chile seja um país pacífico. Um país pacificista, em todo caso, privilegia o investimento de seus recursos na saúde e fundamentalmente na educação gratuita, coisa que o Chile não faz", apontou Saavedra. O ministro ratificou que a Bolívia "está a poucos dias de apresentar materialmente o documento perante a Corte de Haia", após dois anos de elaboração dos fundamentos históricos e jurídicos da reivindicação com a assessoria de especialistas nacionais e internacionais. EFE ja/rpr

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