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Brasil e ONU lançam campanha contra o tráfico de pessoas

Internacional|Do R7

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Brasília, 9 mai (EFE).- O Ministério da Justiça e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançaram nesta quinta-feira em Brasília uma campanha para combater o tráfico de pessoas por meio de comerciais para TV protagonizados pela cantora Ivete Sangalo. A campanha "Coração Azul" tem como objetivo incentivar os brasileiros a denunciar qualquer atividade que possa estar destinada ao recrutamento de pessoas para serem submetidas à escravidão, prostituídas no exterior, ou ao tráfico de menores de idade, segundo a UNODC. O organismo da ONU explicou que com a campanha, já apresentada em uma dezena de países, se propõe a sensibilizar e mobilizar a sociedade contra o tráfico humano, que define como uma "forma moderna de escravidão". O lançamento do programa contou com a presença de Ivete, que esta semana foi nomeada pelo UNODC como sua embaixadora da Boa Vontade para o combate ao tráfico de pessoas no Brasil. Além da série de anúncios que divulgará o slogan "Liberdade não se compra. Dignidade não se vende. Denuncie o tráfico de pessoas", a campanha terá um site (www.coracaoazul.com.br), que oferecerá informação sobre o delito e receberá as denúncias. Segundo estatísticas da ONU citadas pelos promotores da iniciativa, atualmente há no mundo mais de dois milhões de pessoas traficadas e 20 milhões de vítimas de trabalhos forçados. "É inadmissível que nos tempos de hoje encontremos movimentos tão radicais e desumanos como o tráfico de pessoas para a escravidão", afirmou Ivete. A cerimônia de lançamento da campanha foi conduzida pelos ministros da Justiça, José Eduarto Cardozo; da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário; e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Meniccuci, assim como pelo diretor-executivo do UNODC, o russo Yury Fedotov, que realiza nesta semana uma visita ao Brasil. O tráfico de pessoas "é um crime atroz, que não tem fronteiras e que pode começar na sua vizinhança", assegurou Fedotov, ao destacar a necessidade que o delito seja denunciado em sua origem devido às dificuldades de reprimi-lo em seu destino. "Não há nada mais odioso que traficar pessoas, que violentar essas pessoas, que retirar-lhes a dignidade... As vítimas e seus familiares não falam porque têm vergonha ou medo, e as autoridades não conseguem atuar. É necessário denunciá-lo porque um crime não denunciado é um crime não castigado", disse Cardozo. O ministro da Justiça acrescentou que o governo apoia um projeto de lei atualmente discutido no Congresso para tipificar o crime de tráfico de pessoas e facilitar a repressão desse delito. EFE cm/rsd

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