Logo R7.com
RecordPlus

Brasileiro desiste de novo mandato na Unaids após alegação de assédio

Vice-diretor da agência, Luiz Loures foi acusado formalmente por assédio sexual, mas caso foi encerrado após investigações

Internacional|Do R7, com Reuters

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
ONU registrou 40 alegações de abuso nos últimos meses de 2017
ONU registrou 40 alegações de abuso nos últimos meses de 2017

O vice-diretor da Unaids (Agência de Combate ao HIV e à Aids da Organização das Nações Unidas), o médico brasileiro Luiz Loures, não pleiteará um novo mandato no cargo. Especula-se que sua saída da agência depois de 22 anos de serviços esteja ligada a uma queixa formal de assédio sexual foi apresentada contra Loures em novembro de 2016. Um inquérito não encontrou sustentação para ela e o caso foi encerrado, informou a Unaids neste mês.

"A investigação independente feita pela divisão interna de serviços de supervisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou claramente que o caso era infundado e recomendou que o caso fosse encerrado", disse o porta-voz Mahesh Mahalingam, em comunicado feito à imprensa nesta sexta-feira (23). 


Mahalingam disse não fazer sentido ligar a saída de Loures às alegações de assédio, mas que o diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibe, aceitou a decisão do brasileiro de não buscar a renovação de seu mandato, que termina em março.

A saída de Luiz Loures é a segunda de um funcionário de alto escalão da ONU nos últimos dias. Justin Forsyth, vice-diretor do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), renunciou dizendo que não quer que a cobertura de seus erros passados prejudique a entidade.


Quarenta alegações de exploração e abuso sexuais foram feitas durante os últimos três meses de 2017 contra missões pacificadoras, agências, fundos e programas da ONU, além de parceiros de implantação, segundo informou a ONU na quinta-feira.

Loures, de 61 anos, teve uma carreira longa e distinta de quatro décadas de combate à Aids, incluindo 22 anos na Unaids, disse Mahalingam em um briefing à imprensa em Genebra. "Ele sente claramente que é hora de fazer outra coisa."

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.