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Buscas pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines são as mais caras da história da aviação

Custo pode atingir "centenas de milhões de dólares" e ainda não há nem sinal da aeronave

Internacional|Do R7

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Há dez dias, o Bluefin-21 rastreia em vão uma área de 400 km² no fundo do mar
Há dez dias, o Bluefin-21 rastreia em vão uma área de 400 km² no fundo do mar

As buscas de avião, barco e robôs submarinos pelo voo MH-370 da Malaysia Airlines, desaparecido no último dia 8 de março, ainda não encontraram nenhum sinal dos destroços da aeronave. Se as operações continuarem assim, seu custo atingirá logo um nível histórico.

Segundo o jornal francês Le Monde, no início de abril a Reuters falava de um montante possível de “centenas de milhões de dólares”, considerando que, um mês após o evento, pelo menos 44 milhões de dólares (quase R$ 100 milhões) já tinham sido gastos.


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O custo final pode ser muito mais alto do que o das buscas pelo voo da AF-447 da Air France, que duraram dois anos e já foram um recorde. Segundo o site La Tribune, os gastos da procura pelo avião francês se situaram entre 80 e 100 milhões de euros (entre R$ 240 e R$ 300 milhões).


Dos 26 países que enviaram algum tipo de ajuda para as buscas, a maioria prefere se manter discreta em relação às quantias gastas.

“Nós queremos encontrar este avião. Nós queremos dizer a nossos amigos na Malásia e na China que o custo não importa. Nossa maior preocupação é ajudá-los nesse momento trágico”, declarou, em 23 de abril, o ministro australiano de Defesa, David Johnston.


Para a Austrália, porém, país que lidera as operações de busca, a conta tem saído muito cara. Só o navio petroleiro HMAS Success, a segunda maior embarcação da frota australiana, possui um custo de funcionamento de 550 mil dólares australianos por dia, cerca de R$ 1140. Ele navega na área de buscas há mais de um mês, ao lado de outras máquinas australianas.

Havia 153 passageiros chineses dentro do avião, e a China já mobilizou até agora 18 navios, oito helicópteros e três aeronaves para as diversas zonas de busca estudadas desde o desaparecimento do voo MH-370, segundo a Reuters.

Ainda que Pequim se recuse a revelar quanto já foi gasto, o site chinês Want China Times estima, por exemplo, que só o custo dos 21 satélites mobilizados pelo país pode alcançar 16 milhões de dólares (R$ 35 milhões).

O governo malaio havia pedido que os Estados Unidos lhe emprestassem equipamentos de busca submarinos, e o governo de Washington já teria gasto com isso cerca de 7,3 milhões de dólares (R$ 16,30 milhões).

No entanto, os enormes gastos estão longe de serem suficientes. Na sexta-feira (25), um alto responsável da defesa americana, que preferiu se manter anônimo, estimou que as buscas poderiam levar anos, já que a procura submarina não deu nenhum resultado.

Depois de ter mudado radicalmente de rota por razão desconhecida uma hora após a decolagem, o avião da Malaysia Airlines teria caído no sul do oceano Índico, a mais ou menos 2 mil km a noroeste de Perth, na Austrália. Há dez dias, um robô submarino americano equipado com uma sonda, o Bluefin-21, rastreia em vão uma área de 400 km² no fundo do mar, delimitada a partir de sinais compatíveis com os emitidos por caixas-pretas, captados por navios de busca.

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