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Navio russo pode ter afundado com reatores nucleares para Coreia do Norte, diz TV

Episódio levanta suspeita de operação secreta para impedir envio de tecnologia russa ao regime de Kim Jong-un

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O cargueiro russo Ursa Major naufragou no Mediterrâneo, levantando suspeitas de transporte de dois reatores nucleares submarinos para a Coreia do Norte.
  • O navio sofreu explosões a cerca de 100 km da Espanha, em dezembro de 2024.
  • O capitão relatou a inclusão de peças de reatores nucleares, embora sem combustível nuclear, enquanto imagens mostraram carregamentos suspeitos.
  • Após o naufrágio, um navio russo associado a missões de espionagem esteve na área, aumentando as especulações sobre a transferência de tecnologia nuclear da Rússia para a Coreia do Norte.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Navio Ursa Major naufragou a cerca de 100 quilômetros da costa da Espanha Reprodução/YouTube/Record News

O naufrágio do cargueiro russo Ursa Major, ocorrido no Mediterrâneo em dezembro de 2024, passou a ser alvo de especulações após uma investigação apontar que a embarcação possivelmente transportava dois reatores nucleares para submarinos destinados à Coreia do Norte.

O navio naufragou após uma sequência de explosões a cerca de 100 quilômetros da costa da Espanha. Segundo a emissora americana CNN, o episódio levanta hipóteses sobre uma possível operação secreta para impedir o envio de tecnologia nuclear russa ao regime de Kim Jong-un.


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Também conhecido como Sparta 3, o Ursa Major deixou a Rússia em 11 de dezembro oficialmente rumo a Vladivostok, no extremo leste do país. O manifesto da carga mencionava apenas duas grandes tampas metálicas, 129 contêineres vazios e dois guindastes Liebherr.

No entanto, de acordo com fontes ouvidas pela CNN, o capitão da embarcação, Igor Anisimov, acreditava que o verdadeiro destino seria o porto norte-coreano de Rason. A suspeita é que o cargueiro transportasse componentes de dois reatores nucleares semelhantes aos utilizados em submarinos russos. A viagem ocorreu apenas dois meses após Pyongyang enviar pelo menos 10 mil soldados para apoiar Moscou na guerra da Ucrânia.


Em outubro de 2024, a estatal russa Oboronlogistics, proprietária do navio, informou que suas embarcações possuíam autorização para transportar materiais nucleares. Imagens analisadas pela CNN também mostram o carregamento de contêineres no porto de Ust-Luga com um espaço vazio reservado abaixo da estrutura, onde as grandes tampas metálicas seriam posteriormente instaladas.

As suspeitas aumentaram após o capitão relatar às autoridades espanholas que a carga incluía peças de “dois reatores nucleares semelhantes aos usados em submarinos”, embora afirmasse que os equipamentos não continham combustível nuclear.


Em 22 de dezembro, enquanto navegava próximo ao litoral espanhol, o Ursa Major reduziu drasticamente sua velocidade sem apresentar pedido imediato de socorro. Cerca de um dia depois, três explosões atingiram a embarcação, causando danos graves ao casco e matando dois tripulantes.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o cargueiro inclinado e parcialmente à deriva. Os 14 sobreviventes conseguiram abandonar o navio em um bote salva-vidas antes de serem resgatados por equipes espanholas. Dias depois, a tripulação foi enviada de volta à Rússia.


De acordo com fontes ligadas à investigação espanhola, uma das hipóteses analisadas é a de que o casco tenha sido atingido por um torpedo supercavitante — arma de altíssima velocidade dominada por poucas potências militares. Especialistas consultados pela CNN, porém, consideram mais provável o uso de uma mina magnética.

“Parece uma carga explosiva moldada colocada contra o casco por alguém ou alguma coisa”, afirmou Mike Plunkett, analista da empresa de inteligência militar Janes.

O caso ganhou contornos ainda mais misteriosos após a presença do navio russo Yantar na área dos destroços dias depois do naufrágio. A embarcação, frequentemente associada por países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) a missões de espionagem, permaneceu sobre o local por vários dias. Durante esse período, quatro novas explosões submarinas foram registradas, possivelmente visando os restos do cargueiro no fundo do mar.

Ainda de acordo com a CNN, aeronaves WC-135R da Força Aérea dos Estados Unidos — utilizadas para detectar atividade e contaminação nuclear — sobrevoaram a região ao menos duas vezes em 2025, segundo dados públicos de voo.

O episódio ocorre em meio ao estreitamento das relações entre Moscou e Pyongyang. Segundo especialistas ouvidos pela CNN, uma eventual decisão da Rússia de transferir esse tipo de tecnologia nuclear à Coreia do Norte seria um movimento normalmente reservado a países com alianças estratégicas muito próximas.

Caso a hipótese seja confirmada, analistas avaliam que se trataria de uma importante sinalização política e militar de Moscou para Pyongyang, além de um cenário considerado especialmente preocupante para a Coreia do Sul, considerada adversária pelo regime de Kim Jong-un.

Os destroços do Ursa Major permanecem a aproximadamente 2.500 metros de profundidade no Mediterrâneo, enquanto as causas exatas do naufrágio continuam cercadas de dúvidas.

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