Logo R7.com
RecordPlus

Cameron se reunirá com rei saudita após polêmica por bandeira a meio mastro

Internacional|Do R7

  • Google News

Londres, 24 jan (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, se reunirá em Riad com o novo rei saudita Salam bin Abdelaziz, enquanto no Reino Unido continua neste sábado a polêmica pela decisão de deixar a meio mastro a bandeira em sinal de luto pela morte do monarca Abdullah. A "Union Jack" ondeia hoje a meio mastro na maioria dos edifícios oficiais do país, apesar das autoridades regionais, como o governo da Escócia, rejeitarem seguir o protocolo recomendado para estes casos pelo Ministério britânico de Cultura, Meios e Esportes (DCMS, sua sigla em inglês). Cameron e o príncipe Charles da Inglaterra lideram a delegação do Reino Unido que viajou à Arábia Saudita para participar dos funerais pelo rei Abdullah bin Abdul Aziz, que morreu aos 90 anos de idade. Segundo fontes oficiais, o líder conservador britânico, que disse que Abdullah será lembrado por seu "compromisso com a paz e por fortalecer o entendimento entre os credos", manterá encontros com o novo monarca e com outros membros da família real durante sua estadia no país árabe. Enquanto isso, destacadas figuras políticas do Reino Unido criticaram duramente a decisão de Londres de colocar a meio mastro a bandeira, pois consideram que o regime saudita, entre outros, não respeita o direito à liberdade de expressão, os direitos das mulheres e é, além disso, o berço do islamismo radical. A parlamentar conservadora Sarah Wollaston assegurou hoje que o "gesto" parece "inadequado, dado o histórico sobre direitos humanos que tem a Arábia Saudita". Na sua opinião, as palavras de elogio emitidas por Cameron soarão "vazias" nos ouvidos de "qualquer que, por exemplo, quiser se converter ao cristianismo ou inclusive levar uma bíblia na Arábia Saudita". "Meio mastro por todas as mulheres sauditas às quais se submete a uma servidão forçada e à infantilização imposta por sistema de tutela masculina opressiva. Meio mastro por todos aqueles sauditas e trabalhadores imigrantes decapitados publicamente, apedrejados e mutilados", escreveu o dirigente "tory" em Twitter. Também a líder dos conservadores escoceses, Ruth Davidson, considerou hoje que a recomendação efetuada pelo DCMS é uma "grande bobagem", enquanto o eurocético partido Ukip assegurou que o governo promove valores "imorais". Entre os que decidiram baixar a bandeira em sinal de luto figura a Abadia de Westminster, que explicou que fez porque, caso contrário, poderia ser visto como uma "declaração claramente agressiva", a qual também não serviria para apoiar as "comunidades cristãs tristemente oprimidas no Oriente Médio". O DCMS recomendou ontem situar a meio mastro a "Union Jack" em todos os edifícios oficiais, apesar de precisar que os governos autônomos regionais e as autoridades municipais podem tomar suas próprias decisões a respeito. EFE ln-ja/ff

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.