Candidato favorito do Quênia pede suspensão de apuração eleitoral
Internacional|Do R7
Nairóbi, 7 mar (EFE).- A coalizão do primeiro-ministro do Quênia, Raila Odinga, um dos candidatos favoritos nas eleições presidenciais de segunda-feira, pediu nesta quinta-feira que se detenha a apuração eleitoral porque "carece de integridade". "Temos provas de que os resultados que recebemos foram manipulados", assegurou o "número dois" de Odinga, o vice-presidente queniano, Kalonzo Musyoka, em uma declaração feita aos jornalistas em Nairóbi. "Em alguns casos - explicou Musyoka -, o total de votos depositados excede o número de eleitores registrados". "Devido a essas preocupações, nós, como coalizão, consideramos que o processo de apuração nacional de votos carece de integridade e deve deter-se", ressaltou o representante da Coalizão para a Reforma e a Democracia (CORD). O vice-presidente, citado pela emissora de rádio "Capital FM", ressaltou que suas acusações não representam "uma chamada à mobilização em massa" e que a coalizão está "comprometida com o princípio do império da lei". "Continuamos pedindo calma, tolerância e paz aos quenianos", acrescentou Musyoka. O "número dois" de Odinga fez a declaração um dia depois que a Comissão Eleitoral Independente do Quênia (IEBC) decidiu reiniciar a apuração de votos manualmente pelos erros judiciais do sistema eletrônico, a fim de divulgar resultados oficiais (os resultados eletrônicos eram provisórios). Contabilizados os votos em 108 das 291 circunscrições eleitorais, o vice-primeiro-ministro Uhuru Kenyatta lidera a corrida presidencial, com 2.475.700 de votos (aproximadamente 53%). Por sua vez, Raila Odinga, conta com 1.928.627 votos (algo mais do 41%). Mais de 14 milhões de quenianos foram convocados na segunda-feira a participar de eleições gerais tensas, as primeiros depois da onda de violência pós-eleitoral que aconteceu no final de 2007 e princípios de 2008, e que deixou cerca de 1.300 mortos. A UE e o Centro Carter avaliaram ontem positivamente o desenvolvimento das eleições e a alta participação, que a IEBC calculou em mais de 70%. EFE pa/tr













