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Cansados de protestos, venezuelanos levam a política para a praia

Confrontos durante manifestações já deixaram 17 mortos na Venezuela

Internacional|Do R7

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Manifestante levou praia para o protesto e paralisa avenida de Caracas
Manifestante levou praia para o protesto e paralisa avenida de Caracas

Milhares de venezuelanos deram ouvidos ao presidente Nicolás Maduro e aproveitaram o feriado de Carnaval para ir para a paria, longe das manifestações que há um mês sacodem a nação sul-americana.

Mas em lugar de deixar a política em casa, a levaram consigo. Em La Morena, uma pequena praia a 40 quilômetros a noroeste de Caracas, não cabe nem um alfinete. Alguns se refrescam no mar turquesa do Caribe e outros relaxam com uma cerveja. O ar cheira a peixe frito e as crianças rolam na areia.

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Nem mesmo o reggaeton a todo volume consegue abafar as discussões sobre a inflação, a violência e outros problemas que dividem os venezuelanos e detonaram os protestos contra o governo socialista de Maduro.

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"É um tema do qual não se vai deixar de falar", diz Carlos Rivero, um segurança de 32 anos de cabeça raspada e braços tatuados vindo de Caracas com sua esposa. "Onde você for, sempre, bem ou mal, se está falando de política."

A política impregna a vida dos venezuelanos desde que Hugo Chávez chegou ao poder em 1999 com um projeto socialista que polarizou os 29 milhões de habitantes do país.

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Tentando esfriar os ânimos após os distúrbios que deixaram 17 mortos, Maduro prolongou o feriado de Carnaval esta semana. O governo inundou as redes sociais de imagens de banhistas alegres e a televisão estatal convida insistentemente os venezuelanos a ir para a praia.

Os prefeitos de alguns municípios em mãos da oposição responderam cancelando os festejos oficiais de Carnaval.

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"Ninguém poderá nos tirar o carnaval", disse o ministro de Turismo, Andrés Izarra. "Não há força fascista que possa impedir que o povo desfrute da felicidade."

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