Capriles inicia sua "cruzada" pela Venezuela com visita a dois estados
Internacional|Do R7
Caracas, 16 mar (EFE).- O candidato presidencial opositor da Venezuela, Henrique Capriles, começou neste sábado sua "cruzada" pelo país antes das eleições do dia 14 de abril com uma visita a dois estados e pedindo a seu rival, o presidente interino, Nicolás Maduro, que não use o falecido líder Hugo Chávez. "Hoje estamos começando uma cruzada por toda Venezuela. Que melhor lugar para começar que La Grita, uma terra santa? Porque isto é uma luta santa", afirmou Capriles nesta cidade do estado Táchira, na fronteira com a Colômbia. O líder opositor explicou que conseguiu chegar ao chamado Santuário da Venezuela depois de superar alguns "obstáculos", como o fechamento do aeroporto mais próximo, segundo disse, por ordem de Maduro, a quem previamente responsabilizou por "qualquer coisa" que poderia acontecer. "Entendamos que isto é uma luta heróica, épica, entendamos que isto é uma luta para derrotar a mentira!", exclamou Capriles em um discurso de 20 minutos perante seus seguidores. "Eu não sou oposição, eu sou a solução e eu lhes convido a que construam comigo a pátria grande que é a pátria de vocês", disse. Ao destacar que sua luta é contra um governo "fracassado, corrupto e cheio de incapazes", o líder opositor desafiou Maduro a não esconder-se atrás da imagem de Chávez. "Vamos você e eu, deixe Chávez tranquilo", declarou Capriles ao qualificar seu oponente como um presidente "ruim e espúrio". Capriles comentou que durante os mais de 100 dias que Maduro esteve à frente de país, a Venezuela está vivendo "a pior situação de insegurança" de sua história, além de problemas econômicos derivados da recente desvalorização do bolívar, a moeda local. Além disso, anunciou que, após o ato de La Grita, seguiria sua rota no estado de Mérida, lembrando o trepidante ritmo de campanha que manteve em outubro, quando perdeu as eleições para Chávez, após ter dado três voltas ao país. Embora a campanha comece oficialmente apenas no dia 2 de abril, Maduro e Capriles já se encontram imersos na pré-campanha depois que ontem terminaram os dez dias de luto nacional pela morte de Chávez. EFE csc/rsd













