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Casa Branca nega ter ameaçado jornalista do escândalo Watergate

Internacional|Do R7

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Em um caso que atraiu a atenção da mídia sobre as disputas em torno dos cortes orçamentários em Washington, a Casa Branca negou nesta quinta-feira que um de seus funcionários tenha ameaçado Bob Woodward, famoso jornalista que trouxe à tona o escândalo de Watergate.

Woodward declarou na quarta-feira ao jornal 'Politico' que um membro da administração de Barack Obama disse que ele iria "lamentar" por suas declarações sobre as origens dos cortes automáticos nas despesas do Estado que entrarão em vigor na sexta-feira.


O Politico publicou na manhã desta quinta uma troca de e-mails entre Woodward e este funcionário, identificado como um dos principais conselheiros econômicos de Obama, Gene Sperling.

O jornal divulgou um e-mail enviado por Sperling a Woodward após uma conversa telefônica entre os dois, durante a qual o funcionário "gritou por uma hora e meia", segundo o jornalista.


Neste texto, Sperling, desculpando-se por ter erguido a voz, faz um apelo a Woodward para revisar sua posição, segundo a qual o presidente Obama procurou mudar as balizas do debate orçamentário com os republicanos reivindicando mais receitas fiscais, como parte da mais recente tentativa de reduzir o déficit público.

"Eu sei que você pode não acreditar, mas como amigo, acredito que você irá lamentar ter afirmado uma coisa dessas", escreveu, de acordo com o Politico.


Questionado durante a coletiva de imprensa diária, o porta-voz de Obama, Jay Carney, não contestou o conteúdo desta mensagem, mas considerou que "não podemos ler essas mensagens e sair com a impressão de que Gene ameaçou quem quer que seja".

Woodward, 69 anos, ficou famoso por ter revelado, com o seu colega Carl Bernstein, o escândalo de Watergate que custou a presidência do republicano Richard Nixon em 1974.


"Eu tenho muito respeito pelo trabalho que tornou Bob Woodward famoso", assegurou Carney, ele próprio um ex-jornalista.

"Mas não estamos em acordo sobre o fato (...) que o presidente deixou claro desde o início que exigiria uma redução do déficit através de uma abordagem equilibrada" de cortes e receitas fiscais, afirmou Carney.

Na falta de um acordo político, o orçamento dos Estados Unidos sofrerá um corte de 85 bilhões de dólares a partir de sexta-feira até o final de setembro e de 109 bilhões de dólares anuais nos próximos dez anos.

tq/sam/mr-mvv

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