Caso de homem condenado a ficar paraplégico é falso, diz governo saudita
Pena teria sido aplicada a réu que supostamente agrediu um homem e o deixou paralisado
Internacional|Do R7
Riad, 9 abr (EFE).- O Ministério da Justiça da Arábia Saudita desmentiu que um homem tenha sido condenado a ficar paraplégico por supostamente ter agredido e causado uma paralisia parcial em um terceiro, assim como havia denunciado a Anistia Internacional (AI) anteriormente. O jornal saudita "Al Sharq" explicou nesta terça-feira que o governo saudita tachou essa informação de "falsa" e apontou que a sentença ditada neste caso "não inclui a condenação à paraplegia".
Segundo a fonte, o Ministério da Justiça não revelou detalhes sobre o conteúdo da decisão judicial, embora tenha precisado que o juiz encarregado do caso tinha consultado esse departamento sobre a possibilidade de puni-lo com uma condenação à paraplegia. No entanto, como houve uma mudança de critério, as autoridades não seguiram com essa ideia.
Na última semana, a AI denunciou que um tribunal saudita tinha ordenado deixar um homem paraplégico se o mesmo não pagasse uma compensação de US$ 270 mil a sua vítima. Na ocasião, a organização disse que o detido, identificado como Ali Al Jawahir, de 24 anos, já estava há dez anos preso por ter apunhalado e deixado paraplégico um amigo na cidade de Al Ahsan. Na Arábia Saudita segue vigente a aplicação da "qisas", as leis locais de retribuição ou compensação.
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