Castro aceita prisão perpétua sem liberdade condicional e evita pena de morte
Internacional|Do R7
Washington, 26 jul (EFE).- Ariel Castro, acusado de manter três jovens em cárcere privado durante mais de uma década na cidade de Cleveland (EUA), aceitou nesta sexta-feira declarar-se culpado pelos 997 crimes dos quais é acusado, evitando assim a pena de morte e sendo condenado à prisão perpétua, sem direito a liberdade condicional, somando mais de mil anos de prisão. Durante uma audiência preliminar, a defesa de Castro chegou a um acordo com a Promotoria que evitará a continuação do julgamento e uma possível pena capital para Castro. "O senhor entende que nunca mais voltará a sair da prisão?", perguntou o juiz a Castro durante a audiência e foi respondido com um enfático "sim". Castro foi acusado de manter em cárcere privado, durante mais de dez anos, em sua casa em Cleveland no estado de Ohio, as jovens Amanda Berry, Gina DeJesus e Michelle Knight, que conseguiram escapar no último mês de maio. O indivíduo enfrentava um total de 977 acusações, pelos crimes de sequestro, estupro e agressão. Além disso, era acusado de homicídio qualificado por supostamente bater em uma das mulheres para fazê-la abortar. A notícia de que as mulheres haviam sido encontradas com vida causou comoção à região de Cleveland, onde duas das vítimas eram muito conhecidas após anos de buscas. As três mulheres, Berry, de 27 anos; DeJesus, de 23, e Knight, de 32, retornaram a viver com seus familiares. A primeira delas teve uma filha com Castro, que agora tem seis anos. O começo do julgamento estava programado para o próximo dia 5 de agosto, mas o acordo evitará que as três vítimas tenham que depor e reviver os momentos de terror vividos durante o cativeiro. EFE rg/rpr












