Centenas de saques na cidade malinense de Timbuktu contra bens árabes
Internacional|Do R7
Centenas de malinenses saqueavam nesta terça-feira em Timbuktu as lojas de comerciantes árabes acusados de terrorismo e de aliança com os grupos islamitas armados que, durante 10 meses, ocuparam esta cidade do norte do Mali.
A multidão, constituída por pessoas visivelmente muito carentes, saqueva os comércios que, segundo elas, pertencem a "árabes, argelinos e mauritanos" acusados de terem apoiado os insurgentes islamistas vinculados à Al-Qaeda.
Timbuktu, cidade mítica da África muçulmana, foi tomada na segunda-feira pelas tropas francesas e malinesas.
Em algumas lojas encontraram munições e rádios militares.
Mas a maioria dos saqueadores priorizava as TVs, antenas de satélite, móveis, louças e alimentos.
Algumas lojas ficaram completamente vazias em poucos minutos.
No bairro de Abaradju, a multidão expulsou um homem que estava alojado em uma agência bancária transformada pelos islamitas em "centro de recomendação do que é conveniente e de proibição do censurável"
O homem, de 40 anos, foi detido pelos soldados, enquanto a multidão o acusava de ser "terrorista".
Ao meio-dia, as forças de segurança acabaram com os saques.
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