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Cerca de 2 mil manifestantes protestam a favor do governo em Túnis

Internacional|Do R7

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Túnis, 9 fev (EFE).- Cerca de 2 mil simpatizantes e seguidores do partido governamental Al-Nahda se manifestaram neste sábado no centro da capital tunisiana a favor deste partido e da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) e contra do antigo regime. Na concentração podiam ser vistas bandeiras da Tunísia e do movimento Al-Nahda, assim como cartazes nos quais se lia "a cidade quer Al-Nahda de novo" e "O povo muçulmano quer mais islã". A manifestação acontece após três dias de grandes concentrações em todo o país, após o assassinato do político opositor Chukri Bel Aid, nas quais se pediu a renúncia do Executivo dirigido pelo partido islâmico. "Estamos aqui porque também condenamos a violência venha de onde vier e para apoiar a união do povo tunisiano, porque este é o verdadeiro islã, o do diálogo e o da paz", disse à Agência Efe Nasser Kalani, que se apresentou como um militante de Al-Nahda. Entre gritos de "Alá é grande" e um grande esquema policial que impede os participantes de se aproximar do Ministério do Interior, os manifestantes também criticaram a França, já que acusam o presidente do país, François Hollande, e o ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, de intromissão nos assuntos internos do país por suas últimas declarações sobre o assassinato de Bel Aid. Além disso, gritaram palavras de ordem contra o partido opositor Nidá Tunis, do ex-primeiro-ministro Béji Caid Essebsi, grupo que acusam de dar cobertura a antigos dirigentes do regime deposto de Zine El Abidine Ben Ali. A convocação do protesto, realizado por um grupo próximo ao Al-Nahda para apoiar a legitimidade da ANC e condenar a violência, foi divulgada pelas juventudes do grupo islamita, através de sua página oficial no Facebook. No entanto, a direção dessa corrente do Al-Nahda quis se desvincular da convocação, embora mantendo seu apoio. "Oficialmente não há nenhum comunicado nem do Al-Nahda nem das juventudes desse partido para participar da manifestação de apoio à legitimidade da ANC", disse à Agência Efe o presidente das juventudes do partido, Samir Triki, que acrescentou, no entanto, que as pessoas que quiserem ir por vontade própria são livres para isso. EFE ma-jfu/tr

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