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Cerca de Kim Jong-un perto da zona desmilitarizada eleva risco de retomada da guerra da Coreia

Ministério da Defesa da Coreia do Sul vê a manobra na fronteira como ‘clara violação do armistício’, que já dura mais de 70 anos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Coreia do Norte está erguendo cercas de arame farpado e instalando minas terrestres perto da linha de demarcação militar, elevando o risco de conflito na região.
  • Essas ações são vistas pelo Ministério da Defesa da Coreia do Sul como uma clara violação do armistício de 1953, que mantém um cessar-fogo na península coreana há mais de 70 anos.
  • Analistas militares apontam que a fortificação da fronteira reflete a nova diretriz de Kim Jong-un, classificando a Coreia do Sul como um estado hostil e buscando impedir a fuga de soldados e cidadãos.
  • O Comando das Nações Unidas (UNC) não considera automaticamente essas atividades como violações, ressaltando a importância de avaliar cada caso individualmente para evitar desestabilizar a região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Obras já cobrem cerca de um terço da extensão da fronteira Reprodução/X/Awaken_Eyes

A Coreia do Norte está erguendo cercas de arame farpado a menos de 100 metros da linha de demarcação militar, a fronteira oficial entre as Coreias, e limpando o terreno para a instalação de minas terrestres perto dessa linha divisória.

Em outubro de 2024, a Coreia do Norte afirmou que começaria a fechar sua fronteira sul e a fortificá-la. O avanço das obras, que já cobrem cerca de um terço da extensão da fronteira, cria um cenário de risco elevado. O deslocamento de postos de guarda e a construção de estradas táticas norte-coreanas aumentam a probabilidade de confrontos.


Ao consolidar essas barreiras físicas quase sobre a linha de demarcação, a Coreia do Norte tenta impor sua própria versão da fronteira, o que obriga as unidades sul-coreanas a redobrarem seus esforços de vigilância, afirma o jornal sul-coreano Korea JoongAng Daily.

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Essas obras, que avançam em um ritmo mais acelerado do que o previsto por Seul, sinalizam a intenção de Pyongyang de bloquear a fronteira e transformar a DMZ (zona desmilitarizada) — originalmente concebida como uma área tampão para separar os exércitos — em uma fronteira pesadamente armada.


Segundo analistas militares ouvidos pelo jornal sul-coreano, essa fortificação reflete a nova diretriz do líder Kim Jong-un, que passou a classificar a Coreia do Sul como estado hostil e separada do Norte, buscando não apenas consolidar o território, mas também impedir a fuga de soldados e cidadãos para o sul ao transformar a região em uma “fortaleza”.

A militarização da região também gerou um impasse diplomático, levantando questionamentos sobre o cumprimento do Acordo de Armistício de 1953. Este acordo interrompeu os combates da Guerra da Coreia, mas, por nunca ter sido substituído por um tratado de paz formal, o conflito tecnicamente ainda não terminou, permanecendo em um estado de cessar-fogo prolongado há mais de sete décadas.


O Ministério da Defesa da Coreia do Sul classificou a instalação dessas cercas de arame farpado como uma “clara violação do armistício”, argumentando que as ações indicam que o Norte não pretende mais honrar os termos de desmilitarização que visam prevenir a retomada das hostilidades.

Em contrapartida, o UNC (Comando das Nações Unidas), força militar responsável por preservar a segurança na região, não classifica as atividades automaticamente como uma violação. Para o UNC, cada caso de construção ou fortificação na DMZ deve ser avaliado isoladamente, levando em conta fatos específicos, o propósito e o contexto completo da ação.


Enquanto o Ministério da Defesa sul-coreano busca uma resposta mais contundente, o UNC enfatiza a utilização de mecanismos estabelecidos para reduzir riscos e evitar erros de cálculo que possam desestabilizar a península.

Este é o segundo desentendimento nos últimos meses entre as duas Coreias sobre questões de fronteira. Anteriormente, os países divergiram sobre a autoridade para conceder acesso de civis à zona desmilitarizada.

No final do ano passado, parlamentares do Partido Democrático da Coreia, no poder, propuseram um projeto de lei para dar ao governo sul-coreano maior autonomia para aprovar o acesso não militar à DMZ. Desde 1953, a autoridade para oferecer tal permissão é exclusiva do UNC.

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