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Chanceler brasileiro visitará Bolívia semana que vem

Internacional|Do R7

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La Paz, 28 fev (EFE).- O chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, visitará a Bolívia na próxima semana para repassar temas da agenda bilateral, incluída a preocupação boliviana pelos possíveis efeitos ambientais das duas represas desse país sobre o rio Madeira, informou nesta sexta-feira uma fonte oficial. "No próximo dia 7 vamos ter uma reunião bilateral onde vamos tocar todos os temas com o chanceler do Brasil", anunciou o ministro das Relações Exteriores boliviano, David Choquehuanca. Um dos temas que será abordado no encontro é da renovada preocupação na Bolívia pelo impacto meio ambiental que as represas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio tiveram no país. Algumas ONGs alertaram nos últimos dias que estas represas foram um agravante nas inundações que castigaram a amazônia boliviana no princípio deste ano. O presidente da Bolívia, Evo Morales, indicou na semana passada que pediu relatórios e pesquisas para verificar se é verdade ou não que as obras no Brasil tiveram algum impacto em seu país. O ministro Choquehuanca indicou que na segunda-feira autoridades dos dois países se reuniram em Brasília para abordar o assunto. "Há uma comissão técnica para verificar, avaliar, levantar dados se efetivamente estas construções podem afetar à alta das águas", afirmou o chanceler. A relação com o Brasil é importante para a Bolívia porque vivem quase um milhão de bolivianos, mas sobretudo porque é o principal cliente de sua produção de gás natural. A cooperação brasileira ao país andino, com o qual compartilha uma fronteira de 3.500 quilômetros, é intensa, sobretudo em assuntos de defesa, segurança e na luta contra o narcotráfico. Outro dos assuntos importantes da agenda bilateral é a situação do senador opositor boliviano Roger Pinto, que abandonou o país em agosto de 2013 sem salvo-conduto e com ajuda diplomática brasileira, após permanecer mais de um ano na embaixada do Brasil em La Paz. As autoridades brasileiras prorrogaram esta semana por 180 dias o status provisório de refugiado outorgado a Pinto, que afirma ser "perseguido" pelo governo boliviano. EFE gb/cd

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