Chávez ainda sem data de retorno à Venezuela, apesar de informe animador
Internacional|Do R7
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ainda não tem prevista uma "data de retorno" ao seu país, apesar de um informe "animador" sobre seu estado de saúde, enviado de Havana, onde está hospitalizado há mais de um mês, informou esta terça-feira o ministro da Comunicação, Ernesto Villegas.
"Foi muito animador o informe que nos deu o colega Jorge Arreaza (ministro da Ciência e Tecnologia e genro do chefe de Estado) com relação à evolução da saúde do comandante. No entanto, não está prevista uma data para seu retorno" à Venezuela, disse Villegas ao final de um conselho de ministros.
Arreaza é marido da filha mais velha de Chávez, Rosa Virginia, e esteve em Havana acompanhando a família desde o dia da última cirurgia do presidente, em 11 de dezembro.
Ele agora está na Venezuela.
O vice-presidente Nicolas Maduro destacou "os avanços importantes que tem havido no processo de recuperação pós-operatória do presidente, que nos motivam, nos enchem de felicidade", durante percurso por uma montadora de computadores para escolas públicas após presidir o conselho.
Maduro também recomendou a Chávez, de 58 anos, que se mantenha "disciplinado e tranquilo" em sua recuperação. "Aqui não há pressa, tranquilo, o que importa é que você se recupere com qualidade (enquanto) a pátria (está) produzindo", expressou.
Villegas acrescentou que o presidente "acompanha com atenção os acontecimentos na Venezuela" e disse que durante uma reunião na segunda-feira com o chanceler venezuelano, Elías Jaua, mostrou que está com bom "ânimo", "brincou" e "riu", reiterando a informação divulgada pelo próprio ministro na segunda-feira.
"Lá (em Havana) teve uma reunião com o chanceler (...), que trocou impressões sobre o desenvolvimento e acontecimentos do país. Tem estado muito bem de ânimo, fez brincadeiras com o chanceler", acrescentou.
Nesta terça-feira, o presidente boliviano, Evo Morales, também deu sinais de uma melhora de Chávez, ao afirmar que seu colega "está em fisioterapia para voltar ao seu país", segundo comunicações que manteve nos últimos dois dias com Cuba.
Nas últimas semanas, diferentes porta-vozes do governo também deram reportes de uma evolução favorável na saúde do presidente, os quais derivaram em uma onda de boatos e expectativas por um retorno próximo.
Desde a operação, Chávez não fez nenhuma aparição ou se comunicou de Havana com os venezuelanos através da imprensa oficial, como fez em outras fases de sua doença.
Precisamente devido ao seu estado de saúde não pôde aparecer para a posse de um novo mandato entre 2013 e 2019, em 10 de janeiro, após ser reeleito em outubro e tampouco no dia 15 para dar seu informe de gestão ante a Assembleia Nacional.
O Tribunal Supremo venezuelano avaliou que o presidente governante celebre sua tomada de posse quando estiver em condições e que seu gabinete, liderado pelo vice-presidente, continue em funções, uma decisão que a oposição critica, embora esteja acatando.
O chanceler informou sobre um encontro com Chávez em sua conta no microblog Twitter (@JauaMiranda) e disse que o governante "tomou decisões" sobre a participação da Venezuela na Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e do Carine (Celac), que se celebra nos dias 26 e 27 de janeiro no Chile.
"Compatriotas, saindo da reunião com nosso presidente, comandante Hugo Chávez. Fizemos brincadeiras e rimos", escreveu o chanceler.
No domingo, o vice-presidente Nicolás Maduro informou que Chávez "está saindo do pós-operatório e vai entrar em uma nova fase do tratamento".
A declaração de Maduro contrastou com as dadas em Havana em 31 de dezembro, quando visivelmente abalado informou sobre "novas complicações" na saúde de Chávez, que disse estar sendo atendidas "em um processo não isento de riscos".
Maduro foi nomeado por Chávez como seu herdeiro político antes de viajar a Cuba em dezembro para se submeter à cirurgia, quando anunciou aos venezuelanos que podia ficar incapacitado e pediu o voto para seu vice-presidente caso fosse necessário celebrar novas eleições presidenciais.
Chávez foi afetado por uma insuficiência respiratória a partir de uma infecção que se seguiu à cirurgia contra o câncer, contra o qual luta desde meados de 2011, mas cuja localização exata nunca foi informada.
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