Chefe da ONU diz que tensão na Coreia pode ficar "incontrolável"
Ban pediu às autoridades norte-coreanas que se abstenham da "retórica provocativa"
Internacional|, com EFE

As tensões na península coreana podem escapar do controle, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta terça-feira (9), após a Coreia do Norte ter advertido estrangeiros a deixarem a região para evitar serem pegos em uma "guerra de retaliação".
"O atual nível de tensão é muito perigoso. Um pequeno incidente causado por erro de cálculo ou erro de julgamento pode criar uma situação incontrolável", disse ele a jornalistas em Roma, onde se encontrou com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, e com o papa Francisco.
Ban disse que pediu às autoridades norte-coreanas que se abstenham da "retórica provocativa" e que pediu aos países vizinhos para tentarem exercer sua influência sobre Pyongyang.
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O chefe da ONU já havia pedido ontem às autoridades norte-coreanas que não tomassem medidas que pudessem ser encaradas como uma "nova provocação". Ele também pediu ao governo que "se atenha" ao cumprimento das resoluções das Nações Unidas. Ban ressaltou que as autoridades de Pyongyang "não podem continuar confrontando e desafiando a autoridade" do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a comunidade internacional.
A Coreia do Norte fez no dia 12 de fevereiro um teste nuclear, o terceiro e o mais potente após os realizados em 2006 e 2009, o que três semanas depois lhe rendeu novas sanções econômicas e comerciais da ONU. Desde então, o líder do regime comunista norte-coreano, Kim Jong-un, radicalizou suas posições e ameaçou iniciar um conflito armado.
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Pyongyang mostrou sua oposição ao início de manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e a Coreia do Sul na região e anunciou que aumentará sua capacidade nuclear.
O aumento da vigilância e a presença militar fizeram, em apenas um mês, com que os EUA enviassem navios de guerra equipados com sistemas antimísseis, aviões espiões com capacidade atômica, submarinos nucleares, caças F-22 e inclusive uma plataforma naval para monitorar movimentos no norte.
A "ameaça real" que a Coreia do Norte representa para Washington também aumentou com as informações reveladas recentemente por seus serviços de inteligência, que indicam que Pyongyang teria colocado em plataformas de lançamento móveis dois mísseis Musudan, cujo alcance é estimado em cerca de 4.000 km.
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