Chefe de direitos humanos da ONU quer investigação na Síria o mais rápido possível
Internacional|Do R7
GENEBRA, Suíça, 22 Ago (Reuters) - Alegações de um ataque com armas químicas na Síria são "excepcionalmente graves" e devem ser investigadas assim que for humanamente possível, disse a chefe da área de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay, nesta quinta-feira.
Uma equipe de investigadores enviados à Síria pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, precisa receber acesso "sem qualquer atraso ou ofuscação", disse ela em comunicado.
"O uso de armas químicas é proibido pelo direito internacional consuetudinário", disse ela. "Esta proibição absoluta aplica-se em todas as circunstâncias ... é obrigatória para o governo, apesar de não fazer parte da Convenção sobre Armas Químicas, de 1993. É também obrigatória para os grupos armados anti-governamentais."
A proibição de armas químicas é uma das mais fortes do direito internacional, junto com genocídio e tortura.
Se as alegações se provarem verdadeiras, estariam no topo da lista de acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade já levantadas em ambos os lados na Síria, potencialmente definindo o conflito como o massacre cometido em Srebrenica fez na guerra da Bósnia.
"Essas acusações são extremamente graves e precisam ser exaustivamente provadas ou refutadas assim que seja humanamente possível", disse Pillay.
A equipe de Pillay na região ouviu de fontes bem localizadas que, além das centenas de mortes de civis, havia milhares de feridos que necessitam de cuidados médicos e de ajuda humanitária, disse seu gabinete em nota.
(Reportagem de Tom Miles)











