China acredita que guerra não é solução para o conflito na Síria
Internacional|Do R7
São Petersburgo (Rússia), 5 set (EFE).- A China expressou nesta quinta-feira sua oposição à guerra como solução ao conflito na Síria e pediu que o Conselho de Segurança da ONU tenha a última palavra sobre a crise no país árabe. "A guerra não é uma solução para a Síria. A via política é a única possível", disse Qin Gang, porta-voz da Chancelaria chinesa, na cidade russa de São Petersburgo, onde começa nesta quinta-feira a cúpula do G20. O diplomata chinês ressaltou que a ONU deve investigar as denúncias sobre o uso de armas químicas em território sírio e só com base nas conclusões dessa investigação será possível tomar alguma decisão. "Consideramos que qualquer passo deve ser tomado a partir dos resultados da investigação e a decisão deve ficar a cargo do Conselho de Segurança da ONU", apontou. Qin advertiu que "qualquer ação que seja tomada além do Conselho de Segurança da ONU pode ter graves consequências e dirigir a uma tragédia humanitária ainda maior". O presidente russo, Vladimir Putin, se reuniu hoje com o líder chinês, Xi Jinping, mas não tiveram tempo de abordar o conflito sírio, segundo informou Qin. A Rússia e China se opõem categoricamente a uma ação militar contra a Síria que não conte com o beneplácito do Conselho de Segurança da ONU e consideram que o Congresso americano não tem autoridade para aprovar um ataque contra Damasco. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que chegou procedente da Suécia, tenta, por outro lado, obter apoio internacional para lançar um ataque "limitado" contra a Síria. Obama se mostrou "seguro" em Estocolmo de que o líder sírio, Bashar al-Assad, é responsável pelo recente ataque com armas químicas contra a população civil. EFE vh-io/ff









