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China sinaliza mudanças para colocar mercado no controle de IPOs

Internacional|Do R7

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Por Pete Sweeney

XANGAI, 16 de Nov (Reuters) - A China pode reduzir a influência do Estado no mercado de ações como parte de sua agenda de reformas, tornando mais fácil às empresas listarem suas ações e tornando o gerenciamento de empreendimentos estatais mais transparente para os acionistas, entre outras medidas.

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Como indicação de retrocesso na influência governamental sobre os IPOs (oferta pública inicial, na sigla em inglês), planos detalhados divulgados na sexta-feira incluem a promessa de "levar adiante a reforma do sistema de registro do lançamento de ações", termo anteriormente usado em referência ao processo de listagem.

Em economias desenvolvidas, o processo exige que uma empresa se registre e passe por auditoria rigorosa antes que os investidores tomem a decisão de comprar ações ou não.

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Para se registrar na China, é preciso a aprovação da Comissão Reguladora de Seguridades da China (CSRC na sigla em inglês).

Um teste inicial do comprometimento da liderança com reformas será a revogação de uma suspensão de um ano de novas listagens em Xangai e Shenzhen.

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Se a razão alegada para o cancelamento foi impedir fraudes ao forçar agentes de seguros a analisar a exatidão das aplicações de IPOs, por outro lado a medida foi entendida por muitos como um esforço para amparar o mercado de ações cronicamente fraco restringindo novas ações.

Cancelar a suspensão seria um sinal de que os formuladores de políticas estão dispostos a ceder mais controle aos mercados.Os analistas receberam bem os planos, mas alertaram que eles ainda têm que ser implementados.

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"O documento que assinala uma política, por mais bem elaborada e robusta, por si mesmo não muda nada na prática", disseram os analistas de mercado Mark Williams e Wang Qinwei em nota de pesquisa. "Ouvimos pedidos insistentes de reformas antes. Não é só a velocidade da implementação das reformas que importa, mas a sequência."

O governo também quer estimular maior financiamento de equity, o que ajudaria as empresas chinesas a se desabituar de sua ultradependência de empréstimos bancários para financiamentos.

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