Ciclone tropical pode se transformar em furacão no México
Internacional|Do R7
Cidade do México, 18 set (EFE).- Um ciclone tropical, batizado de "Manuel", que atinge o México desde sexta-feira recupera a força e ameaça se transformar em furacão nas próximas horas, informou nesta quarta-feira o Serviço Meteorológico Nacional (SMN). "Manuel" se transformou em tempestade tropical na sexta-feira, perdeu força até ser rebaixado a categoria de depressão tropical agora se transforma novamente em tempestade e pode virar um furacão em frente à península da Baixa Califórnia, sobre o Pacífico, nas próximas horas. O ciclone tropical estava no início da tarde (15h em Brasília) a 220 quilômetros ao leste-noroeste de Cabo São Lucas, na Baixa Califórnia Sul, com ventos máximos de 115 km/h, detalhou o SMN. "Durante as próximas horas o ciclone seguirá se fortalecendo e pode se transformar em furacão muito próximo da costa de Baixa Califórnia", acrescentou o SMN em comunicado divulgado pela Comissão Nacional de Água (Conagua). O ciclone causou estragos especialmente no estado de Guerrero, no sul, seguiu até o noroeste e agora ameaça os estados de Baixa Califórnia Sul e Sinaloa, a uma velocidade de 7 km/h na direção norte-noroeste. Há um potencial de chuvas de muito fortes a intensas no sul de Baixa Califórnia, no sul do estado de Sonora e em territórios de Sinaloa, Nayari, Chihuahua, Durango e Zacatecas. "Manuel" e o ciclone tropical "Ingrid", este originado no Atlântico e que chegou a ser furacão, afetaram simultaneamente o território mexicano no último fim de semana, coincidência que não acontecia desde 1958. Segundo o último saldo oficial divulgado hoje pela Defesa Civil, os dois ciclones causaram pelo menos 60 mortes, centenas de milhares de desabrigados e graves danos à infraestrutura, inclusive nas estradas que ligam o porto de Acapulco (no Pacífico), de onde centenas de turistas são retirados por via aérea. O coordenador de Defesa Civil, Luis Felipe Puente, disse que em 155 municípios do país foi declarado estado de emergência e pelo menos 35 mil imóveis sofreram danos. EFE ag/cd (foto)










