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Ciclones tropicais simultâneos já mataram mais de 30 pessoas no México

Internacional|Do R7

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Cidade do México, 16 set (EFE).- Mais de 30 pessoas morreram no México nos últimos dias e mais de 200 mil pessoas foram afetadas pelo impacto simultâneo de dois ciclones tropicais, uma confluência que não era registrada há mais de 50 anos no país. "Desde 1958 não acontecem dois fenômenos meteorológicos simultaneamente originados de dois oceanos diferentes", disse em entrevista coletiva o diretor-geral da Comissão Nacional de Água (Conagua), David Korenfeld. Os responsáveis são os ciclones "Ingrid", vindo do Atlântico, um furacão que se transformou em tempestade tropical , e "Manuel", uma tempestade tropical originada no Pacífico que nas últimas horas enfraqueceu e passou a ser uma depressão tropical. A temporada de ciclones começou em 15 de maio, com a tempestade "Alvin" no Pacífico, e a expectativa é que se encerre em novembro. A confluência de "Ingrid" e "Manuel" gerou os maiores danos desta temporada no México. Os casos mais graves foram registrados nesta segunda-feira no estado de Veracruz, no Golfo do México, onde o deslizamento de um morro pelas chuvas causadas por "Ingrid" soterrou vários imóveis na comunidade de Xaltepec e matou pelo menos 12 pessoas. A informação foi divulgada em Veracruz durante uma sessão do Comitê Estadual de Defesa Civil, instalada para acompanhar as consequências das fortes chuvas registradas desde sábado. Altos funcionários do governo atualizaram em entrevista coletiva hoje a informação meteorológica e seus efeitos, assim como as medidas realizadas para atender os afetados. O secretário do Interior, Miguel Ángel Osorio, informou que dois terços do México foram afetados nos últimos dias pelos dois fenômenos meteorológicos. Já o coordenador nacional de Defesa Civil, Luis Felipe Puente, informou que das 22 vítimas mortais, 15 foram registradas no estado de Guerrero (sul), três em Hidalgo (centro), três em Puebla (centro) e um em Oaxaca (sul). Esse número de vítimas não levava em conta os 12 mortos registrados em Veracruz na manhã de hoje. O saldo de vítimas ainda é provisório, à espera dos estragos que "Ingrid", que tocou hoje o solo mexicano, no estado de Tamaulipas, já como tempestade tropical, com ventos constantes de 95 km/h e sequências de 110 km/h. A situação se agravou por uma tempestade fria originada na América do Norte que impede que os ciclones tropicais que afetam o México se desloquem para o norte, sua rota natural. O responsável da Defesa Civil informou que só em Guerrero há 238 mil pessoas gravemente afetadas. As perturbações meteorológicas começaram na tarde de sexta-feira e ofuscaram a comemoração de 203 anos do início de sua luta pela Independência, celebrada hoje. O estado mais afetado em princípio é o de Guerrero, não só pelo número de mortos, mas pelos destroços que as fortes chuvas causaram. A estrada que conecta a capital com o centro turístico de Acapulco ficou cortada pelos deslizamentos de terreno. O aeroporto de Guerrero também ficou fechado por um problema elétrico. Korenfeld, ao mensurar a quantidade de chuva que caiu nos últimos dias, disse que as precipitações no estado de Oaxaca equivalem a toda a água represada na maior bacia do México, e que em Guerrero choveu o suficiente para encher a segunda maior do país. Em seu último boletim, o Serviço Meteorológico Nacional disse que nos próximos dois dias se esperam chuvas de intensas a torrenciais em quase todo o país e na península de Iucatã as precipitações serão de fortes a muito fortes. "Ingrid" e "Manuel" também estão provocando fortes ondas no litoral do México. EFE ag/cd/rsd (foto)

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