Cidade da Indonésia afunda até 15,2 cm por ano; entenda o que causa o fenômeno
Pesquisadores analisaram imagens de satélite durante uma década para entender o terreno de Semarang
Internacional|Do R7
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A cidade de Semarang, na Indonésia, está afundando até 15,2 centímetros por ano em algumas regiões, segundo um estudo disponibilizado no ScienceDirect, que analisou imagens do satélite Sentinel-1 entre 2015 e 2025, para acompanhar as mudanças no terreno.
Os dados mostraram que o solo não se movimenta de maneira uniforme. Enquanto algumas áreas apresentam pouco afundamento, outras registram queda acentuada, o que pode ser explicado por características geológicas.
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Na região central e no sul de Semarang, as taxas de afundamento são geralmente menores, entre dois e sete centímetros por ano. Já na faixa costeira ao norte, os valores chegam a 15 centímetros anuais.
Uma das causas já conhecidas para o problema é a retirada excessiva de água subterrânea. De acordo com o estudo, Semarang possui grandes reservas de água armazenadas abaixo do solo, e a retirada desse recurso pode fazer com que as camadas de terra se compactem. Com isso, o terreno perde volume e acaba descendo.
Os pesquisadores também encontraram uma relação entre as áreas que mais afundam e a presença de falhas geológicas. De acordo com eles, as falhas podem interromper a continuidade das camadas de rocha e sedimentos abaixo da superfície.
“Tais descontinuidades podem ser desencadeadas por atividades tectônicas recentes em Semarang”, diz um trecho do estudo. “Esses tremores podem ter contribuído para o aumento da subsidência do solo na Bacia de Semarang.”
Outro fator importante é a composição do solo. Algumas regiões possuem maior quantidade de argila, um material que pode ser sensível a mudanças na pressão da água. Quando essa pressão muda, as camadas podem se compactar, contribuindo para o afundamento.
Para a equipe responsável pelo estudo, o problema em Semarang resulta da combinação de diferentes fatores e pode deixar áreas urbanas mais vulneráveis a inundações. Isso porque, à medida que o terreno afunda, a superfície fica mais próxima do nível do mar.
“Os resultados oferecem novas perspectivas sobre a influência da configuração estrutural das formações quaternárias na distribuição da subsidência do solo, e as relações identificadas nesta pesquisa podem ser relevantes para muitas zonas de subsidência em bacias de retroarco de outras áreas de subducção.”













