Cobrança de pedágio em Ormuz é ‘inadmissível’ para os EUA, diz professor
Paulo Velasco analisa as discussões entre EUA e Irã sobre o funcionamento do estreito
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desconsiderou que haja concordância para retomar a navegação no estreito de Ormuz. Nesta quarta-feira (27), a TV estatal iraniana afirmou que um memorando entre Washington e Teerã previa a retomada do tráfego aos níveis pré-guerra, com o Irã e Omã na gerência conjunta da passagem.
Trump afirmou que nenhum país sozinho teria controle sobre a rota. Segundo o republicano, “são águas internacionais e Omã vai se comportar como qualquer outro país, ou teremos que explodi-los”. O governo de Omã não se manifestou sobre as declarações, enquanto o Irã expressou solidariedade ao país após “ameaças de autoridades americanas”.

Ao Conexão Record News, o professor de política internacional Paulo Velasco destaca que, no mundo contemporâneo, os países estão cada vez mais atentos a questões territoriais. “Seja no âmbito terrestre, no âmbito marítimo, um controle efetivo de espaços geopoliticamente sensíveis, um controle mais rigoroso de fronteiras”, aponta.
Em meio às declarações, os EUA sancionaram a autoridade do estreito do Golfo Pérsico, um órgão criado pelo Irã para administrar o estreito de Ormuz. Segundo o secretário do Tesouro, o órgão é a mais recente tentativa dos militares iranianos de extorquir o comércio marítimo global. Velasco diz que a discussão em torno da cobrança de pedágios no estreito é o que torna a proposta “inadmissível” para os EUA.
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