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Com tratores e sinos, agricultores europeus reivindicam melhorias à UE

Os manifestantes reivindicam aumento de preço na venda de leite, carne de porco, fruta e hortaliças

Internacional|Do R7

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Polícia tenta conter os protestos em Bruxelas
Polícia tenta conter os protestos em Bruxelas
Manifestantes entraram em confronto com a polícia
Manifestantes entraram em confronto com a polícia

Ao som de assobios, sinos e ensurdecedoras bombinhas, milhares de agricultores e criadores de gado marcharam nesta segunda-feira (7) pelas ruas de Bruxelas para reivindicar preços justos para seus produtos, em um protesto no qual queimaram objetos e a polícia teve que recorrer ao uso de canhões d'água e spray de pimenta.

Conforme a última estimativa da polícia belga, a manifestação mobilizou 385 tratores e cerca de 4.800 agricultores e pecuaristas europeus. O momento mais intenso foi justo em frente aos principais edifícios da comunidade europeia.


O cortejo de manifestantes, liderado por cinco grandes tratores, partiu da Estação Norte de Bruxelas em direção ao Conselho da União Europeia, onde estavam reunidos os ministros de Agricultura dos 28 países para abordar a questão em um encontro extraordinário. A região foi completamente fechada.

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Os túneis de acesso estavam bloqueados, da mesma forma que as estações de metrô e trem. As ruas divisórias cortadas e fortemente cercadas com um grande dispositivo de segurança, como não são vistas nem em cúpulas de chefes de Estado e de governo.

A onda de manifestantes, integrada por homens, mulheres e jovens de diferentes países da Europa, provocou um autêntico colapso em Bruxelas. Longas filas de pessoas com cartazes, bandeiras e ferramentas do campo obrigaram lojas e escritórios a fechar.


Com helicópteros sobrevoando a área e caminhões com canhões d'água preparados para intervir, os manifestantes percorreram as ruas até o Conselho gritando "Queremos uma política justa" ou "Sem agricultura não há comida".

Os agricultores reivindicam aumento de preço na venda de leite, carne de porco, fruta e hortaliças para poder cobrir os custos de produção, menos normas ambientais e maiores reduções tributárias. O protesto começou sem grandes incidentes, mas no decorrer do ato alguns enfrentamentos foram registrados.


Alguns agricultores queimaram pneus, danificaram prédios públicos e atiraram ovos na polícia. Ao todo, três agentes ficaram feridos na manifestação, e um deles teve que ser hospitalizado, de acordo com o jornal "Le Soir". Ninguém foi preso durante a passeata.

O Conselho de Ministros de Agricultura da UE propôs ajudar com 500 milhões de euros (R$ 2.144.464.609) o setor agroalimentar afetado pela crise, em particular os criadores de gado e produtores de laticínios.

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