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Começa na Venezuela o funeral de Hugo Chávez, que vai durar três dias

Corpo do presidente venezuelano será velado até a próxima sexta-feira (8)

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Com a mão no rosto, a mãe de Chávez chora a morte do filho
Com a mão no rosto, a mãe de Chávez chora a morte do filho

O corpo do presidente venezuelano Hugo Chávez deixou o Hospital Militar de Caracas, na manhã desta quarta-feira (6), dando início à despedida do líder morto na tarde de ontem e que vai durar até sexta-feira (8).

Antes de deixar o hospital, o caixão com os restos mortais de Chávez apareceu envolto a uma bandeira da Venezuela e, apoiada nele, estava a mãe do presidente, Elena Frías, chorando desconsolada ao som do hino nacional venezuelano e da oração de um padre.


O cortejo fúnebre se iniciou às 10h45 (hora local, 12h15 em Brasília) e foi recebido por milhares de chavistas, que ocupam os mais de 6 km de vias até a Academia Militar da capital, onde o corpo será velado.

Milhares de pessoas se amontoam ao lado do veículo que transporta o caixão, coroado com flores amarelas e brancas e protegido por integrantes da Guarda de Honra Presidencial.


O vice-presidente do país e herdeiro político de Chávez, Nicolás Maduro, participa do cortejo.

O governo venezuelano decretou sete dias de luto e ordenou a suspensão de todas as atividades acadêmicas em instituições públicas e privadas na quarta, quinta e sexta-feira. O velório será aberto ao público e vai durar esses três dias.


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Na sexta-feira (8), será realizada às 10h (11h30 em Brasília) a cerimônia oficial, com a presença de líderes de outros países. A data e o local do enterro ainda não foram confirmados.

Nas últimas horas já desembarcaram no país os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, Uruguai, José Mujica, e Bolívia, Evo Morales. A mandatária brasileira Dilma Rousseff confirmou sua presença no velório de sexta-feira.

Simpatizantes entre lágrimas

Desde as primeiras horas da manhã, os arredores do hospital estavam fortemente protegido por militares da Guarda Nacional Bolivariana, vestidos de verde e portando capacetes e escudos.

Em meio à dor e às lágrimas, centenas de simpatizantes do presidente venezuelano Hugo Chávez se dirigiram ao hospital militar de Caracas para se unirem ao cortejo fúnebre.

Dezenas de chavistas vestidos com o vermelho do governismo, portando bandeiras da Venezuela e imagens com o rosto de Chávez, se dirigiram desde cedo ao hospital onde o presidente morreu com 58 anos na terça-feira (5) depois de lutar contra um câncer por 20 meses.

"Quero me despedir porque ele era um homem bom que deu tudo pelos mais pobres", afirmou chorando Iris Dicuro, de 62 anos, que saiu de Puerto La Cruz, no nordeste da Venezuela, para acompanhar o cortejo.

Apesar da dor demonstrada no rosto dos chavistas, muitos afirmam que continuarão o legado de Chávez, que governou desde 1999, e que defenderão sua vontade de eleger o vice-presidente Nicolás Maduro nas eleições que devem ser convocadas em um prazo de 30 dias.

"Se Deus quiser, vamos continuar a última vontade de meu presidente e votaremos em Maduro, não podemos deixar que tudo se perca, o que ele conquistou, nos dar educação, casas novas, alimentos... tantas coisas que fez", disse Mairis Briceño, de 21 anos, em cuja camiseta vermelha havia uma foto de Chávez abraçando uma idosa junto à frase: "Amor com amor se paga".

"Se ele (Chávez) o escolheu (Maduro) é porque sabe que pode fazer algo de bom pela Venezuela", disse seu marido Aldemar Castro, um pedreiro de 29 anos que confessou que lhe faltavam palavras para expressar seus sentimentos, razão pela qual colocou uma camiseta com a frase: "Chávez sempre viverá em meu coração".

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