Comércio exterior chinês salta 17,6% e reservas cambiais crescem 0,57%
Aumento das reservas é atribuído à desvalorização do dólar e à maior proteção contra choques comerciais, diz especialista
Internacional|Deborah Hana Cardoso, da RECORD
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Robustez e solidez são adjetivos frequentemente associados à economia chinesa. O crescimento do país, impulsionado desde as reformas econômicas iniciadas no fim da década de 1970, não foi um fenômeno pontual, mas resultado de décadas de planejamento e investimentos que transformaram a China na segunda maior economia do mundo.
De acordo com a agência estatal chinesa Xinhua, o comércio exterior da China, em termos denominados em yuan, avançou 17,6% nos primeiros oito meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Além do desempenho comercial, as reservas cambiais do país cresceram 0,57% entre julho e agosto, o equivalente a US$ 19,5 bilhões.
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Ao R7, o ex-economista do Banco Mundial Claudio Frischtak afirmou que a palavra “frágil” não se aplica à economia chinesa.
“Não há, no horizonte, nenhum sinal de fragilização da economia chinesa”, disse.
Segundo Frischtak, o elevado volume de reservas internacionais representa um importante mecanismo de proteção contra turbulências externas que possam afetar o comércio global.
“Trata-se, fundamentalmente, de um elevado grau de segurança diante de choques que eventualmente possam ocorrer na economia mundial”, afirmou.
Na avaliação do economista, essas reservas ajudam a reduzir os impactos de crises internacionais sobre as exportações chinesas.
Já o economista-chefe do China Minsheng Bank destacou que o aumento das reservas ocorreu em um contexto de enfraquecimento do dólar norte-americano, que registrou queda de 0,5% no período.
“A desvalorização do dólar contribuiu para um efeito positivo na valorização das reservas cambiais chinesas”, afirmou à agência estatal Xinhua.
Comparações
Frischtak também comparou a situação da China à dos Estados Unidos, que enfrentam desafios crescentes relacionados ao endividamento público.
“Em contraposição, há alguns sinais de fragilidade da economia americana, inclusive no âmbito fiscal”, declarou.
De acordo com o Comitê para um Orçamento Federal (CRFB, na sigla em inglês), a dívida pública dos Estados Unidos ultrapassa US$ 37 trilhões e continua em trajetória de crescimento, independentemente da alternância entre governos democratas e republicanos.
Além do elevado endividamento, a inflação norte-americana permanece acima da meta de longo prazo do Federal Reserve. Já a taxa básica de juros é utilizada pela autoridade monetária como instrumento para controlar a inflação e equilibrar o ritmo da atividade econômica.
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