Comissão Eleitoral da Tailândia pede adiamento de eleições de 2 de fevereiro
Pedido foi feito após 48 pessoas ficarem feridas nos enfrentamentos ocorridos em Bangcoc
Internacional|Do R7
A Comissão Eleitoral da Tailândia pediu nesta quinta-feira (26) ao governo que adie as eleições convocadas antecipadamente para 2 de fevereiro de 2014 até que se chegue a um acordo com os opositores que se opõe a realização da votação.
Para a Comissão, nas atuais condições é "impossível" garantir eleições livres e pacíficas, segundo informou a agência estatal "MCOT". O pedido do organismo eleitoral foi feito após 48 pessoas, segundo os últimos dados do Centro Erawan de Emergências, ficarem feridas nos enfrentamentos ocorridos hoje em Bangcoc entre forças da ordem, que usaram balas de borracha, gás e água, e manifestantes com estilingues e pedras.
O objetivo dos opositores era impedir que a Comissão Eleitoral continuasse com os preparativos para o pleito. Entre as vítimas há dois policiais com ferimentos de bala e um jornalista japonês atingido por uma bala de borracha na orelha.
Os enfrentamentos ocorreram no lado de fora de um estádio em Bangcoc onde estava sendo realizado o sorteio da posição dos partidos políticos nas cédulas das eleições de fevereiro. A mobilização antigovernamental liderada por Suthep Thaugsuban, ex-vice-primeiro-ministro do Partido Democrata entre 2008 e 2011, quer impedir a realização das eleições e exige antes a implementação de reformar políticas por meio de um conselho popular não eleito.
A primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra, propôs ontem a criação de uma comissão para realizar amplas reformas no país, com o objetivo de acalmar os protestos que começaram em outubro e aumentaram de intensidade no final de novembro com a ocupação de ministérios.
Yingluck, que se encontra em uma viagem pelo norte do país, esclareceu que o novo organismo não fará parte do governo e entre suas tarefas estará apresentar propostas constitucionais, econômicas e sociais para assegurar a transparência do sistema eleitoral e a prevenção e eliminação da corrupção nas agências públicas.
A Tailândia vive uma grave crise política desde o golpe militar que em 2006 depôs Thaksin Shinawatra, irmão mais velho de Yingluck e auto-exilado em Dubai para escapar de uma condenação a dois anos de prisão por corrupção. Desde então, o país vive um período de frequentes manifestações e protestos populares que buscam paralisar o governo.














