Comitê Popular da Copa e Olimpíadas divulga manifestação do próximo domingo
Internacional|Do R7
Río de Janeiro, 28 jun (EFE).- O chamado Comitê Popular da Copa e Olimpíadas convocou nesta sexta-feira uma manifestação até o Maracanã, palco da final da Copa das Confederações, no domingo, para protestar contra a privatização do estádio e a remoção de moradores no seu entorno em função das obras para a Copa do Mundo 2014. Os membros do comitê, Gustavo Mehl, Gisele Tanaka, Marcelo Edmundo e Renato Cosentino, divulgaram hoje as principais reivindicações do próximo ato, que são: cancelar o processo de privatização do Maracanã e a destruição dos entornos do estádio, devolver aos índios a Aldeia Maracanã, no antigo prédio do Museu do Índio, e cessar as remoções em nome de megaeventos no Rio de Janeiro. O grupo, que começará a concentração às 10h de domingo na praça Sáenz Peña, seguirá para o Maracanã ao meio dia para se reunir com outros manifestantes que estarão nos arredores do estádio. Este será o último ato de protesto durante a Copa das Confederações, já que a final do torneio, entre Brasil e Espanha, acontece no mesmo dia, às 19h. O comitê ainda não se encontrou com representantes da polícia para discutir questões de segurança. "Recebemos hoje um e-mail de um comandante, mas não houve nenhum convite formal para diálogo. Se recebermos, vamos conversar. Estamos deixando claros os nossos objetivos", disse Renato Cosentino. A Fifa não se pronunciou sobre as reivindicações do comitê, que já publicou dossiês com estudos sobre violações de direitos humanos relacionadas às intervenções em função da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Segundo Gustavo Mehl, o grupo entregou, em dezembro, uma série de documentos com informações dos dossiês para a comitiva do secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke. Para os representantes, a manifestação não visa atrapalhar o andamento da final da Copa das Confederações. "Nossa intenção é chegar até o Maracanã, e esperamos que não haja bloqueio policial. Se houver, a orientação para os manifestantes é não furar esse bloqueio", afirmou Cosentino. Os manifestantes garantiram que têm o objetivo de fazer uma caminhada pacífica. "Nenhuma violência é maior que a violência institucional: a falta de hospitais, de moradia, de educação", concluiu Marcelo Edmundo. Os organizadores informaram que não têm uma estimativa do número de pessoas que devem participar do ato, mas que têm feito uma convocação ampla e estão em constante contato com outros movimentos de manifestantes, como o Fórum de Lutas. ld/id











