Como a IA reduziu o planejamento de guerra do Reino Unido de 72 horas para 1
Exército britânico também está ampliando o uso de drones e sistemas de guerra eletrônica
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A inteligência artificial está acelerando uma das etapas mais importantes das operações militares do Reino Unido. Segundo o general Roly Walker, chefe do Estado-Maior do Exército britânico, um novo sistema baseado na tecnologia reduziu o tempo de planejamento de operações em nível de comando de 72 horas para apenas uma.
A declaração foi feita durante uma conferência do Instituto Real de Serviços Unidos (RUSI), em Londres. Segundo o general, a expectativa inicial era que a tecnologia ajudasse o Exército a identificar ameaças com mais rapidez, tomar decisões em menos tempo e ampliar sua capacidade de ataque — mas os resultados teriam superado as previsões.
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“Um ciclo de planejamento que antes levava 72 horas agora pode levar uma”, afirmou Walker, em declaração citada pelo Business Insider.
O sistema citado pelo Exército britânico é chamado de ASGARD e funciona como uma espécie de rede digital de alvos. A plataforma reúne e processa dados do campo de batalha para ajudar comandantes a localizar alvos, avaliar informações e coordenar operações.
Ainda segundo o Business Insider, a ferramenta faz parte de uma corrida tecnológica entre forças militares que buscam usar inteligência artificial para administrar cenários de guerra. Sistemas semelhantes já estão sendo desenvolvidos por outros países, como o Maven, utilizado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, e a plataforma Delta, usada pela Ucrânia.
O Reino Unido anunciou investimentos de cerca de 1 bilhão de libras, aproximadamente R$ 6,8 bilhões, para desenvolver sistemas desse tipo para suas Forças Armadas.
O ASGARD, por sua vez, permitiria que um comando militar atacasse até dez vezes mais alvos em um único dia. O general afirmou, porém, que a capacidade do sistema dependeria da quantidade de munição disponível para realizar os ataques.
A plataforma é usada em níveis elevados de comando, não necessariamente por soldados diretamente no campo de batalha. Um “corpo de exército”, como é chamado esse nível de organização militar, pode coordenar logística, inteligência, ataques estratégicos e a movimentação de milhares de militares.
Em um exercício recente, relembre o Business Insider, o Exército britânico chegou a operar o sistema a partir de uma estação de metrô em Londres, enquanto a plataforma gerenciava tropas britânicas em exercício na Estônia. Durante a simulação, o sistema processou cerca de 10 terabytes de dados por dia — volume comparado pelos militares a quase três meses de vídeos em alta definição de uma plataforma de streaming.
Além do ASGARD, o Exército britânico também informou que está ampliando o uso de drones e sistemas de guerra eletrônica. A estratégia faz parte da preparação do Reino Unido para possíveis cenários de conflito, especialmente diante das ameaças representadas pela Rússia.
Segundo o general, a meta é que sistemas autônomos e remotos estejam cada vez mais presentes nas operações militares, permitindo respostas mais rápidas no campo de batalha.
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